ESPECIAL | Santuário é um filme baseado em fatos reais, mas você conhece a verdadeira historia? - PREMIERE LINE

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6 de junho de 2016

ESPECIAL | Santuário é um filme baseado em fatos reais, mas você conhece a verdadeira historia?



Santuário, drama lançado em 2011, que foi dirigido por Alister Grierson, o longa é baseado em um fato verídico, mas a historia não é muito similar com a que o filme conta. Por isso, nós do Premiere Line vamos te contar o que realmente aconteceu com os mergulhadores que inspiraram o filme.

Leia abaixo a sinopse oficial do filme:
O experiente mergulhador Frank McGuire (Richard Roxburgh) já tinha explorado as cavernas do South Pacific Esa anteriormente, mas uma tempestade tropical forçou que ele e sua equipe, que inclui seu filho Josh (Rhys Wakefield) e o economista Carl (Ioan Gruffudd), alterasse a rota de saída em direção ao mar, fazendo com que eles fossem mais fundo por dentro de um labirinto de cavernas subaquáticas para sobreviver. Mas eles não têm muito tempo e a dúvida é saber se conseguirão sobreviver para contar esta história.

A história real


Em 1988, Andrew Wright e outros 14 mergulhadores, incluindo Wes Skiles – para quem o filme é dedicado, estavam explorando cavernas remotas sob a Planície de Nullarbor, na Austrália. Uma tempestade (400mm de chuva em 25 minutos) fez a entrada da caverna desmoronar, deixando grande parte do grupo presa no subterrâneo. Eles procuraram uma saída para o mar por dois dias, quando uma equipe de resgate conseguiu retirar todos com vida. A experiência rendeu um documentário, intitulado Nullabor Dreaming [1989] e escrito por John Larkin.
Nas notas de produção disponíveis no Website Oficial de Santuário, Andrew Wright alega que “Em vez de contar a história exata, era muito mais excitante usar a essência da experiência. Queríamos cavar e ver o que acontece com as pessoas quando estão em ambientes difíceis, sob pressão extrema. Como elas sobrevivem?”.
James Cameron, por sua vez, disse em entrevista que “Não estamos dizendo que não seja um trabalho de ficção. É baseado em eventos reais – as coisas que aconteceram com Andrew e incidentes que aconteceram em outras expedições (…). Tudo o que você vê aconteceu a alguém, em algum lugar.”
E realmente aconteceu.  O caso mais recente foi em fevereiro de 2011. Agnes Milowka explorava a cadeia de cavernas no sul da Austrália conhecida por Tank Cave, quando aparentemente se separou de seu parceiro e não foi mais vista. Uma busca da polícia encontrou o corpo a 600m da entrada do sistema de túneis que lembram um labirinto subterâneo. “O corpo da mulher está preso em uma área extremamente pequena. (..) Podemos levar até cinco dias para recuperá-lo.”, disseram os policiais.
Agnes era uma exploradora profissional, que trabalhou inclusive de dublê em Santuário. Em um vídeo postado em seu canal no youtube, ela diz: “Sonho com cavernas, é um interessante que me consumiu por completo, é uma paixão, uma obsessão.”
A respeito de uma experiência em Tiger’s Eye, em que esperava pela descompressão para subir à superfície, ela descreve um cenário que lembra o do filme: “Estou com frio e sozinha dentro da caverna. Sentada a seis metros, estou aos poucos perdendo as sensações. Estou com tanto frio que chega a machucar. Estou desesperada por conforto. Continuar firme é uma batalha mental. (…) Em nenhum momento eu penso “por que estou aqui” ou “por que estou fazendo isso”. Tenho certeza de que é aqui que quero estar. Isso é o que eu amo fazer. Esse é um preço que estou disposta a pagar.”
O texto de Agnes se refere à doença de descompressão ou mal dos mergulhadores, que também é abordada no filme. A pressão dentro d’água é muito maior que a pressão do ar (por isso nosso ouvido dói quando afundamos de repente na piscina) e o corpo precisa de algum tempo para se adaptar. Quando um mergulhador emerge muito rapidamente, bolhas de ar podem se formar em seu sangue, causando dor intensa, paralisia, desmaios e morte – é a doença da descompressão. Para evitá-la, existem aparelhos portáteis que medem a pressão da água (aumenta com a profundidade) e a velocidade do mergulhador (o ideal é subir a 10 metros por minuto). Para tratar, existem câmaras de descompressão, que bombam oxigênio e igualam a pressão ambiente à da água. Leia mais no How Stuff Works.
E para quem está se perguntando, Wes Skiles morreu em 2010 com 53 anos enquanto filmava pesquisadores subaquáticos a três milhas de Boynton Beach Inlet, Flórida, EUA. Segundo seus companheiros de mergulho, Wes sinalizou que subiria à superfície antes do esperado e foi encontrado flutuando nas proximidades do barco que os acompanhava. A autópsia não pode determinar a causa da morte.

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