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Orphan Black | Quanto mais melhor (crítica)

Written By Juliana Xavier on 27 julho 2016 | 20:58


Na história, Sarah (Tatiana Maslany), uma órfã que foi criada nas ruas, testemunha o suicídio de uma mulher muito parecida com ela. Ela assume a identidade da mulher, uma detetive da polícia que atuava no departamento de assuntos internos. Vivendo sua vida, Sarah descobre que ela e a falecida são, na verdade, clones que um assassino profissional está determinado a eliminar.


  Se você é daqueles que como eu, nunca havia assistido Orphan Black, mas sempre ouvia falar. Então, pare o que você estiver fazendo e corre pra Netflix. Atualmente em sua 4° temporada e com a 5° e última a caminho, Orphan é uma daquelas séries que você começa a assistir achando que não vai gostar, ou que não vai ser tão boa quanto dizem, e supresa, ela te derruba e te deixa viciado.

  Quando comecei a vê-la foi impossível parar. São 10 episódios por temporada com pouco mais de 44 minutos. Ou seja, rapidinho você assiste. E após começar, o amor que você tem pelas clones é tão natural que ao decorrer dos acontecimentos você se envolve e sofre por cada uma delas. 


  Apesar de todas estarem envolvidas numa trama principal, cada uma delas tem sua vida a parte. O que torna a série bem flúida e sem episódios desnecessários. Além das clones, outros personagens também tem sua vez na série o que de certa forma dá mais diversidade e drama para completar a história.
 
 
 
  Ainda que de todas sejam as principais, é inegável que Sarah seja a protagonista de maior destaque. Ela se envolve por acidente na história, e tudo que acontece em seguida é uma sucessão de eventos eletrizantes e como ela, ficamos confusos e curiosos para saber mais. Suas atitutes e ações são plausíveis e claro, tudo leva a consequências que ela não poderia imaginar. 

 
  Helena sem sombra de dúvidas é a personagem mais misteriosa, e com o passado mais sombrio de todas. A primeira vista, provavelmente você irá odiá-la. Mas muita coisa vai e pode acontecer. Então não se precipite. Mesmo com sua personalidade impulsiva e até psicopata, Helena é fofa e só quer fazer parte da família. Tudo que posso dizer, é que ela ainda vai lhe surpreender muito.

 

  Cosima é a gênia entre as clones, de personalidade forte, porém amorosa. Ela pode facilmente se tornar uma de suas favoritas, ou não, afinal algumas de suas decisões são tomadas por teimosia e ingenuidade. Seu núcleo, além do de Sarah é um dos mais importante para a trama. Segurem as lágrimas, por que uma vez derramadas, é impossível parar.


  Alison é aquela personagem que mantém todos unidos, apesar de que muitas vezes ela própria não querer. O alívio cômico da série, seu núcleo é dramático e é fácil se envolver com suas paranoias e manias

  Além das clones o que há pra se gostar em Orphan Black? Bem, tudo. Todos os personagens são misteriosos, e bem desenvolvidos. Cada núcleo é enriquecedor para a série. Cada episódio é surpreendente e emocionante. 

  Ah, e tem Felix <3


A história principal é, apesar de já conhecida, boa. Enfim, dezenas de motivos poderia lhe apresentar aqui, mas o maior e melhor motivo que eu posso lhe dar é Tatiana Maslany.


  A atuação de Maslany é tão única e diferente, é incrível e surreal como uma pessoa só consegue interpretar tantos personagens diferentes de uma só vez, e realmente trazer uma identidade singular para cada um deles. Por que, em nenhum momento você pensa que é de fato uma atriz só. Cada personagem tem uma postura, uma expressão um jeito, completamente diferente uma da outra. É brilhante!


  Pra finalizar, ter muitas clones na série é cansativo para o desenvolvimento da trama em algum momento?

  NÃO!

  Quanto mais melhor! 
 
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