Esquadrão Suicida | Crítica sem spoiler

Written By Cleber Campos on 06 agosto 2016 | 15:18

                   

                                                          Por Bruno R.S. Silva
Esta semana chegou aos cinemas o tão comentado 'Esquadrão Suicida'. Sem dúvida um dos filmes mais aguardados (se não o mais) do segundo semestre de 2016. Criou muitas expectativas, mais talvez, não tenham a atendido como deveriam.

A premissa é bem simples, o governo americano quer se envolver em assuntos aos quais não pode ter seu nome vinculado, portanto, ao comando de Amanda Waller (Viola Davis) é formado um grupo com super vilões, onde eles realizam missões as quais as chances de saírem com vida são mínimas, e caso sejam descobertos ou mortos, a culpa é toda jogada aos vilões, mais se forem bem sucedidos, eles recebem  reduções de suas penas. É mais fácil decidir sobre a vida dos malvados que os bonzinhos.


Neste filme, o esquadrão conta com nove integrantes. O Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Cap. Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Katana (Karen Fukuhara), El Diablo (Jay Hernandez), Slipknot (Adam Beach), Magia (Cara Delevingne) e Rick Flagg (Joel Kinnaman).

Sem dúvida um grande elenco, porém com um mau aproveitamento de alguns personagens. A Katana é realmente mal aproveitada, sem se entender muito dela, praticamente não explorada para as cenas de luta, o mesmo ao Cap. Bumerangue, usado mais com ares cômicos do que realmente para ação, embora nos de uma boa ideia de suas habilidades, sem falar do Slipknot. Quem assistir irá entender.


Em questões de atuação, a Arlequina está realmente muito boa como todo o elenco, destaque para Viola Davis, Will Smith e Margot Robbie. O que cabe a critica seria a interpretação a respeito do personagem, Coringa, interpretado por Jared Leto, logo mais falaremos dele.


A respeito do “fan-service” o “fan” não tem o que reclamar, cheio de referencias aos quadrinhos e desenhos, se vê que havia realmente uma intenção de alcançar o verdadeiro fan da DC e isso é mais um ponto para o filme.

Acredito que a real decepção de quem foi assistir ao filme é em relação da história e com o seu desenrolar. Sem nada de muito inteligente ou novo, tem uma base muito rala, ou seja, nada que realmente prenda o espectador com especulações ou duvidas sobre o que estaria por vir, e uma tentativa muito forçada de envolver o público em uma história de família que se importa um com os outros, o diretor David Ayer tenta fazer em 20 minutos o que velozes e furiosos levou anos para trazer, essa química familiar entre seus personagens. Todos os personagens são realmente pouco aprofundados, falta da história deles, queríamos ver quem realmente eles eram para então podermos nos afeiçoar a eles, mais fica novamente devendo neste item.


E sim, temos muito Coringa neste filme, claramente para atrair o grande público, mas infelizmente, para mim, esse não é o coringa que queríamos, não acho que tenha sido uma boa escolha o modo o qual o palhaço tenha sido apresentado, essa visão traz um gangster que acredito estar longe de ser oque já conhecíamos e adorávamos.

Com uma ótima produção, mais com um claro dedo do diretor de Batman v Superman, Zack Snayder, algumas semelhanças existem entre as obras, não agradando aos que desaprovaram a Origem da Justiça.

Um adendo a incrível trilha sonora, com sucessos de varias décadas e com uma das melhores musicas originais do ano, Sucker For Pain do Imagine Dragons com Lil Wayne, Wiz Khalifa, Ty Dolla $ign, Logic & X Ambassadors.


Um filme bom, mais que deixa a desejar. Com uma enorme campanha de divulgação, o filme promete muito e não cumpre como deveria, com muito potencial, mais infelizmente com não consegue realizar tudo o que poderia. Bom, mas poderia ser muito melhor.

Nota: 7.3
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