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ESPECIAL | Conheça a historia que inspirou 'Sempre ao seu lado'

Written By Cleber Campos on 21 setembro 2016 | 11:30



O longa 'Sempre ao seu lado' dirigido por  Lasse Hallström é um drama lançado em 2009, que foi inspirado em um caso real que você vai conferir agora.


Sinopse do filme:

Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.


Caso real:
Hachiko nasceu em 10 de novembro de 1923 na cidade de Ōdate, no Japão. Seu nome vem de “hachi”, número oito, ordem de nascimento do akita na ninhada. Ao contrário do filme, Hachiko viveu a vida toda no Japão e a história original não tem nenhum americano. O professor Hidesaburō Ueno do departamento de agricultura da Universidade de Tóquio levou Hachi para casa no começo de 1924 e todos os dias de manhã Hachi o acompanhava até a estação de Shibuay, voltando ao anoitecer para esperá-lo.

Em 1925, o professor sofreu uma hemorragia cerebral e morreu na faculdade. Hachiko passou por vários lares, inclusive a quilômetros de distância, porém sempre fugia e voltava para a casa do professor. Quando percebeu que ele não estava mais lá, passou a esperá-lo na estação, ao fim de todos os dias, no horário do trem, por nove anos. Ele viveu como um cão de rua, ganhando comidinhas de quem passava pela estação e conhecia sua história. Em abril de 1934, uma escultura dele em bronze foi erguida na estação, no local onde esperava pelo professor. O próprio Hachiko estava presente na inauguração da estátua, esperando.



Foi encontrado morto numa rua de Shibuya, em 8 de março de 1935 (aos 11 anos)- Hachi tinha cancêr terminal, vermes de filária no coração e 3 palitos de churrasco no estômago. Seu corpo empalhado está no Museu Nacional de Ciência do Japão, em Ueno, Tóquio. Um monumento a ele foi erguido também em sua cidade natal, Ōdate. A história é bastante conhecida no Japão, e Hachi é um simbolo de fidelidade, inclusive nos contos infantis. Todo ano em 8 de abril é realizada uma cerimônia na estação de Shibuya em que centenas de pessoas se reunem para honrar sua memória e lealdade.

O jornalista que aparece no filme é na verdade um aluno do professor Ueno que conheceu a história e escreveu diversos artigos sobre Hachi. O jornal Tokyo Asahi Shimbun publicou um desses artigos em 1932, o que ajudou a popularizar a história.

Versão japonesa – Hachikō Monogatari (O Conto de Hachiko) é um filme japonês de 1987 que traz uma versão mais fiel da história, filmado inclusive na estação de Shibuya. Para ver um clip do filme, clique aqui [YouTube].

Recomendamos também um cartoon japonês de 2min que conta a história para crianças, igualmente emocionante. Assita aqui.
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