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Historia real de "Uma Mente Brilhante"

Written By Cleber Campos on 20 setembro 2016 | 11:10



Título original: A Beautiful Mind [2001]

A história do filme

John Nash (Russell Crowe) é um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.  (Adoro Cinema)

A história Real

O filme é baseado no livro biográfico Uma Mente Brilhante, de Sylvia Nasar, escrito a partir de entrevistas e documentos da vida de Nash. O verdadeiro John Forbes Nash nasceu em 13 de junho de 1928 e está vivo, morando nos EUA. Nash realmente venceu o prêmio Prêmio Nobel em economia, em 1994, por sua teoria dos jogos. Ele venceu também o John von Neumann Theory Prize e o Leroy P. Steele Prize pela teoria do Equilíbrio de Nash, cuja equação é essa belezinha aqui:

Quanto à esquizofrenia, começou em 1958 e por ter evoluído para paranóia levou Nash ao Hospital McLean em 1959, onde ele também foi diagnosticado com depressão e baixa auto-estima. Porém, diferente do filme, Nash não tinha amigos imaginários nem acreditava receber mensagens russas. Na verdade, ele acreditava que eram alienígenas que se comunicavam com ele através de jornais, com mensagens difíceis de decifrar, porém sem nunca dar as caras. Quando seu amigo George Mackey, professor de Havard, questionou como ele, tão racional, podia acreditar em tamanho absurdo, Nash respondeu: “As idéias que tinha sobre seres sobrenaturais vinham a mim da mesma forma que minhas idéias matemáticas, de modo que as considerei seriamente.”



Alicia Nash também existe, e sempre foi um forte alicerce para Nash. Eles se casaram em 1957, porém em 1959 o matemático foi internado novamente, pouco antes do nascimento de seu filho. Em 1963 o casal se divorciou, porém Alicia permitiu que Nash morasse com ela algum tempo depois, salvando-o de viver nas ruas, em um relacionamento dito não romântico. Em 2001 casaram-se novamente e estão juntos até hoje.

John Nash passou por tratamentos diferenciados em diversos hospitais. A mal falada “terapia do choque”, que se chama na verdade eletroconvulsoterapia, consiste em alterar as ondas elétricas do cérebro com bastões de choque, o que dizem ser feito sob anestesia. Outro tratamento controvesso pelo qual Nash passou é a terapia por coma de insulina, em que o paciente recebe injeções de insulina diarimente para induzir ao coma. Isadore Singer, amiga do casal, foi visitar Nash no hospital em 59, acompanhada por Alicia, e descreve que ele “ficou muito calado e quase imóvel. Não estava nem ouvindo. Estava totalmente desligado. (…) Fiquei com aquela imagem em minha cabeça durante muitos anos. ‘Está tudo acabado para ele’, pensei.”

Logo depois de receber alta, ele voltou a Princeton onde vagava pelos corredores sem falar com ninguém, o que fez com que recebesse o apelido de Fantasma. Ele deixava cartas com mensagens cifradas ou contas absurdas aos alunos e rofessores. Porém, ao contrário do que pensou Isadore, não estava tudo acabado. Nash foi aos poucos se recuperando, com recaídas e dificuldades, sempre batalhando contra a doença, ou seja, a própria mente. Hoje ele continua pesquisando teorias matemáticas em Princeton, e reconsquistou o respeito e aceitação dos colegas. Seu filho com Alicia, John Charles Martin Nash também é matemático e está entre os melhores enxadristas de Nova Jersey. Como o pai, foi diagnosticado com esquizofrenia paranóica na adolescência.
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