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The Strain | crítica (c/spoilers)

Written By Juliana Xavier on 20 setembro 2016 | 09:00



Um boeing 777 chega no aeroporto JFK, em Nova York, e enquanto está a meio caminho de pousar, de repente para completamente. Todas as persianas são baixadas, e as luzes desligadas. Os canais de comunicação ficaram mudos, mas um alerta foi enviado ao Centro de Controle de Doenças (CDC). O Dr. Ephraim "Eph" Goodweather (Corey Stoll) recebe a chamada e embarca no avião. O que ele encontra faz seu sangue gelar.

Criada por Guillermo del Toro e Chuck Hogan a série é baseada na trilogia de livros escrita por Hogan. A trilogia da Escuridão conta com os livros: Noturno (1°), A Queda (2°) e Noite Eterna (3°) respectivamente. Os livros no Brasil são publicados pela editora Rocco.


Atualmente em sua terceira temporada, ainda em exibição pela Fox. The strain se mantém firme tanto em qualidade quanto em roteiro. Claro que em seu terceiro ano muita coisa mudou. Podemos observar isso logo em seu primeiro episódio onde um determinado tempo se passou desde seu último episódio da 2° temporada, mas nada é dito sobre isso e nem é preciso. A série não se perde tanto em detalhes específicos sobre os personagens. O que importa aqui são os acontecimentos sobre a epidemia que assola Nova York. 


Enquanto no começo o foco da série era o desenvolvimento do vírus e como Dr Ephraim e sua turma lidavam com ele, a série mostra o perfeito plano de propagação que, com sucesso consegue se espalhar e dominar toda a cidade. A busca pela cura nunca foi tão necessária. 




Logo em seu episódio de retorno, The Strain deixa claro que os humanos estão perdendo e o governo não consegue ter controle sobre a praga. Nova York pode estar condenada. Mas nossos protagonistas não desistirão dela ainda. 


Os personagens da série são diferentes do que se costuma ver em tela. O protagonista, Dr. Ephraim é quase um antagonista para nós telespectadores. Ele simplesmente não é bom. Não é bom marido, não é bom pai e nem ao menos um bom amante. Alcóolatra, volátil, e sem caráter em alguns momentos, Eph não é o mocinho, mesmo que seu objetivo principal seja salvar a cidade e achar a cura. 


Abraham Setrakian é o caçador de vampiros, já que em uma série do mesmo não poderia faltar tal personagem. Ele é um velho mal humorado, extremamente cético a ciência, e apenas acredita no que seus olhos viram todos esses anos e que hoje se resume ao seu auto conhecimento sobre os Strigois. É um personagem rico e repleto de segredos.


Temos também Vasiliy Fet que é um exterminador de ratos e apaixonado por Nova York. Ele é daqueles personagens que apesar de secundários se destaca mais que os protagonistas e roubam a cena por serem mais carismáticos


Então, por que The Strain é um diferencial sendo que aborda um tema tão batido atualmente como vampiros?
Bem, além de explorar o lado biológico e científico do vírus. Visualmente é impactante e novo. Não tem medo de explorar cenários e personagens de forma detalhista muita vezes mal fazendo uso de recursos como a fala. Os vampiros definitivamente não são nada bonitos ou charmosos, ao contrário, são marionetes de algo maior, sem sexo, sem consciência, e apenas com uma coisa em mente: sangue.


 É quase como ver Blade 2 de novo, mas atualizado.


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