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Viral | Podia ter passado a vida sem

Written By Aurelio Arnholdt on 05 setembro 2016 | 22:14

Há algumas semanas eu recebi uma recomendação bastante entusiasmada para assistir esse filme. Fui atrás e admito que ele ficou guardado por alguns dias antes que eu tivesse o ímpeto de assistí-lo. O elenco não era conhecido pra mim, exceto pelo Michael Kelly, o Doug Stamper de House of Cards, que faz o pai da personagem principal, a Emma (Sofia Black D'Elia) e talvez por isso eu não me interessei tanto. Só sei que quando terminou, eu finalmente entendi como as pessoas se sentem quando eu faço uma recomendação ruim.

Fonte: www.impawards.com
O filme começa falando de uma epidemia viral que está se alastrando rapidamente pelo mundo e havia chegado aos EUA. Na época o ebola estava matando milhares de pessoas na África e havia ameaçado se espalhar por lá, mas foi rapidamente contido. É claro que alguém achou que isso deveria virar um filme. Usaram as mesmas imagens jornalísticas e até um discurso do Barack Obama que casou perfeitamente. Pena que todo mundo já sabe que o motivo é outro.
Como todo filme de zumbi - sim, esse também é um filme de zumbi em sua essência - o método de contaminação é bem simples: vômito de sangue recheado de pequenos vermes que entram no cérebro do hospedeiro e o transformam em um zumbi. Eu confesso que a história tem elementos que funcionam, como o método de contaminação que se baseia em algo existente na natureza: os nematomorphos. Entretanto, não são vírus como o nome do filme sugere e sim vermes.
Porém, o resto é absurdo. Pra começar, os vermes fazem barulho. Sim, uns gritinhos estridentes bem ridículos. Eles se comunicam entre si, dentro da cabeça do hospedeiro chegam até a "dizer coisas". Concedem uma força sobre-humana ao hospedeiro. Por favor, podiam ter assistido mais de Walking Dead ou simplesmente observar na natureza o grau de debilidade que o hospedeiro adquire. 
Talvez eu esteja sendo muito radical. Talvez você possa se identificar com alguma outra característica do filme.
Juro que tô tentando pensar em coisas boas pra dizer, mas não consigo, não vem nada.

Fonte: www.zombiemutation.com
Eu gosto muito de filmes de zumbis, muito mesmo. Madrugada dos Mortos, o remake, pra mim é um dos melhores, Extermínio e sua continuação, Zumbilândia, Eu Sou a Lenda, Quarentena, são filmes que souberam usar, ainda que com algumas falhas, a ideia de zumbis. Viral não conseguiu. É um filme teen, que tenta empurrar um romance entre dois jovens que viveram tragédias familiares e tentam seguir em frente, em meio a uma epidemia. Funcionaria muito melhor se fosse apenas um filme de romance comum. 
Os vermes, nesse contexto, nem precisariam existir, pois não fizeram diferença nenhuma no roteiro.
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Não posso ser injusto, então abaixo está o trailer.

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