O Exorcista | Redefinindo meus medos

Written By Aurelio Arnholdt on 10 outubro 2016 | 10:57

Eu passei minha vida toda fugindo do filme O Exorcista e eis que a Fox joga na minha cara essa série. Ela é baseada no filme de 1973 e, apesar de eu nunca tê-lo visto inteiro nenhuma vez, vi partes o suficiente para não querer assisti-lo. Com isso, posso dizer tranquilamente pelos dois primeiros episódios, que as referências são muitas, mas sutis, além do óbvio. Por enquanto, não posso dizer mais sobre isso. Preciso assistir mais, apesar do medo.

Fonte: www.imdb.com
O primeiro episódio foi assustador. Digo isso não porque eu sou medroso, mas porque eu amo filmes de terror e justamente por ser medroso sei exatamente o que me aterroriza. Vozes demoníacas saindo de bocas comuns, sem esse lance de transformação física, aquele cinismo sutil da pessoa possuída quando fala com alguém que sabe que o demônio está ali, os olhares de cumplicidade com o padre amedrontado, sons inexplicáveis, sustos autênticos, sem o artifício de barulhos repentinos. Tudo isso me mete medo de sentir arrepios do topo da cabeça até o pé e está presente já no primeiro episódio. O pior de tudo foi ser surpreendido por uma representação de possessão que eu ainda não tinha visto em nenhum filme ou série do gênero. Já explico.
A série se passa no subúrbio de Chicago onde o padre Tomas Ortega (Alfonso Herrera) prega em uma pequena paróquia. Uma das famílias que frequenta suas missas, os Rance, se parecem com uma típica família americana, mas olhando de perto, está cheia de problemas. A mãe Angela (Geena Davis) sabe que há algo errado na casa e supõe ser um demônio. Pior, acredita que sua filha mais velha

Katherine (Brianne Howey) esteja possuída por ele. Seu marido Henry (Alan Ruck) parece sofrer de Alzheimer, o que não não está explícito ainda, e pouco pode fazer para ajudá-la. Angela então recorre ao padre Tomas e pede que faça uma visita, converse com Katherine e tente ajudá-la.
Fonte: thenextgenerationweb.wordpress.com
O desenrolar desse drama por si só já seria de botar medo. O sustos sutis, a dúvida se Angela está imaginando tudo ou se realmente há um demônio ali. Tentar descobrir quem estaria possuído na casa. Essa tensão é terrível. 
Não quero dar spoiler, mas muito se descobre nesse primeiro episódio, o que tira um pouco do medo no segundo, mas eu tenho fé de que isso não quer dizer que não ficarei mais aterrorizado. Duvido.
E a cena a que me referi no segundo parágrafo, que eu nunca vi antes, é uma em que o demônio se mostra (não fisicamente) para o padre Tomas e ao revelar quem ele possuiu, faz isso "carregando" o corpo da pessoa como se ela fosse uma marionete. É horrível, assustador e, só de lembrar, já fico todo arrepiado.

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Abaixo, o trailer, se você tiver coragem.

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