Tom Holland conta a Filmink sobre Michael Keaton, Guerra Civil, Treinamentos e tudo sobre 'Homem-Aranha: De Volta ao lar'



Tom Holland concedeu uma entrevista para a revista online Filmink, onde comentou como foi trabalhar com Michael keaton, seus treinamentos para 'Homem-Aranha: De Volta ao lar', Guerra Civil, entre outros temas. 

 Confira a tradução:
Sabemos que você não pode dizer muito sobre o filme, mas o que estava acontecendo no momento em que você filmou a última cena?
Eu, bem, eu não posso dizer. É uma sequência muito, muito importante para nós, e é um dos primeiros momentos em que realmente vemos o Peter sem sua máscara, ou, Homem-Aranha sem sua máscara, e é onde você vê o contraste entre o Homem-Aranha e o Peter. Você vai vê-lo tomar uma decisão muito, muito importante em um ambiente muito, muito drástico, e essa decisão é o que lhe torna um dos super-heróis mais poderosos do MCU.
Como foi trabalhar com Michael Keaton?
Tem sido um sonho se tornando realidade. Eu estive em uma situação muito estranha hoje, onde Michael me pediu para bater nele, e eu estava pensando: “Eu não vou dar um soco no Michael Keaton, apenas, não vou fazer isso”, e ele retrucava, “Me bate, vamos, me bata” e eu acabei dando um soco no peito dele, eu não queria machucá-lo, mas ele disse “não me bateu”. E no fim eu acabei fazendo.
Então era apenas isso, coisas do método do cinema, ele queria que você…?
Bem, é a cena, estávamos no momento, estávamos tão perto e é uma luta de aquecimento entre nós dois e, obviamente, como você pode ver pela minha cara cheia de maquiagem, tem sido uma cena muito pesada, e é apenas para ter certeza que visualizamos ela na mesma mentalidade, ao mesmo tempo.
Você teve algum treinamento especial para o filme?
Eu era um dançarino quando pequeno, eu participava de um show no West End chamado Billy Elliot, no qual tem sido de grande ajuda para este filme, especialmente o Ballet e ginástica, mas quando cheguei aqui, onde estamos filmando hoje, foi nosso estágio de golpe, eu passei um mês apenas pulando, fazendo aterrissagem e rolando e lançando, e sendo puxado por dois fios para que pudesse ser mais confortável para quando eu estivesse no ar e caísse no chão. Eu tive um bom treinamento para lidar com essas cenas.
Você roubou a cena em Guerra Civil, talvez porque não havia exuberância no personagem, ele era apenas uma criança numa loja de doces. Como é que será nesse filme também?
Eu sou uma espécie de pessoa muito exuberante, eu gostaria de trazer isso para o meu trabalho, mas uma das coisas mais interessantes sobre esse filme é estar vendo um super-heróis não sabendo ser um super-heróis. Ele não sabe a extensão de seus poderes, no entanto, ele não sabe o que suas habilidades são. Então, assistindo como criança, aprendemos como criança, é uma alegria assistir, e há um monte de momentos engraçados sobre cometer erros e faltas, e também cair, e há uma sequência em particular, que vai ser muito engraçado.
Você teve algum traje do Homem-Aranha enquanto criança?
Eu tinha vários. Minha mãe está aqui agora, e nós encontramos o meu primeiro traje, é bem pequeno. Eu nunca teria imaginado que estaria aqui hoje com vocês nesta sala, fazendo este filme, eu não poderia imaginar isso nunca.
Você teve festas de aniversários com o tema do Homem-Aranha e coisas assim?
Sim, com certeza. Se alguém chegava na festa fantasiado de Homem-Aranha eu já dizia, “olha cara, você precisa trocar isso. Essa é a minha fantasia”, mas é engraçado, meu irmão Paddy, ele dorme com os antigos edredom do Homem-Aranha que eram meus. Quero dizer, já devem fazer dez anos!
Você falou sobre o Keaton, mas me diz, como era a química entre você e Marisa e Robert?
É muito divertido, muito divertido. Quero dizer, no meu primeiro teste de tela com o Robert, você provavelmente pode imaginar, foi aterrorizante. Mas, logo que você encontra ele, percebe que ele é apenas um cara comum que realmente difícil de trabalhar, ele está sempre muito bem preparado para o trabalho, e você acaba percebendo que está fazendo a mesma coisa, e com Marisa é igual. Tem sido um prazer trabalhar com ela até agora, e nós tivemos um monte de diversão, improvisamos bastante… Nós realmente criamos uma relação encantadora no set.
Foi díficil fazer o sotaque americano, ou, você assiste TV Americana para praticar?
Ah, não, o sotaque americano para mim não é muito difícil, as duas coisas mais difíceis para mim foi quando estava no Sul, em Atlanta, então eu fui pegando o sotaque sulista, e acho tão difícil dizer Homem-Aranha no sotaque americano, por algum motivo eu acho. Eu só não sei o que é, é uma das coisas que eu não consigo dizer de maneira correta. Então eu sei que teremos várias regravações dessas cenas. Mas sobre a televisão americana, quando eu estava na adolescência, tinha essa coisa enorme, Breaking Bad! Eu amo televisão, realmente.
Qual é o momento mais legal para você, que você fez até agora? É uma cena ou sequência, quero dizer, algo que você dizia, “eu não posso acreditar que estou fazendo isso?”
Uau, há tantas.. Quero dizer, olhe aqui ao seu redor, há tanta coisa legal acontecendo neste filme. Eu acho que uma das experiencias mais surreais, é realmente na internet, foi uma cena de quando eu estava tentando parar um ladrão de bicicleta. Eu estava pendurado no meio da rua, no traje do Homem-Aranha, e apenas observando as pessoas passarem andando e falando, “o que está acontecendo lá em cima? É o Homem-Aranha?”, isso para mim foi uma das experiências mais surreais, mas a experiência fora do filme mais surreal foi quando visitamos o hospital infantil dias atrás, fui no traje do Aranha e com toda a equipe da Marvel para atender as crianças e para que elas pudessem ver o Homem-Aranha. Foi um dos momentos mais mágicos que tive em fazer este filme.
O que está na sua playlist? O que você ouve?
O que está na minha lista? Uau, isso depende. Se eu estou a ponto de lutar com alguém, provavelmente vai ser alguma música antiga de hip-pop, dos anos 90 ou algo assim, mas hoje eu estava ouvindo ‘Win One for the Reaper’, do Lost , ou ‘To Build a Home’, da Cinematic Orchestra. Ambas as canções foram apresentadas pelo Juan Antonio Bayona quando filmava ‘O Impossível’.
É estranho voltar para a sala de aula, porque você se formou há pouco tempo, e a escola?
Eu nunca fui para a sala de aula direito, eu estava sempre trabalhando, por isso essa experiência é um pouco nova para mim. Uma das experiências mais estranhas para mim foi quando fiz um teste, a Marvel me enviou para uma escola em Nova York.
Parte da história que já foi dito é sobre o Tony Stark ser o seu mentor. Ele diz, “Não faça nada, apenas se acostume com as coisas” e você se torna um pouco precoce, você meio que tenta se aventuras. Basta falar um pouco sobre esse aspecto do personagem, diz ao público algo sobre ele, ele tem toda essa energia reprimida de maneira que tem que distribuí-la?
Eu não acho que ele está rebelante tudo. Eu só acho que ele passa a estar no lugar errado e na hora errada. Peter Parker é provavelmente um dos super-heróis mais azarados do mundo todo, ele só faz tropeçar nas coisas e ele não deveria ser assim. E uma vez que a curiosidade dos adolescente começam a surgir, quero dizer, todo nós sabemos como é, você tem que descobrir o que está acontecendo. Ele tem um grande coração e quer fazer o que ele acha certo, e como ele se sente em estar fazendo algo que ninguém mais está fazendo, por isso é sua responsabilidade, pois ele pode fazer coisas que a maioria das pessoas não vê, e é sua responsabilidade em garantir que está fazendo o certo para todos.
Tony Stark acaba dando orientações, é isso?
Isso é algo que você vai ter que esperar para ver. Eu realmente não vejo isso como uma orientações, eu vejo como uma relação de irmão mais velho. Porque nós estávamos jogando com a ideia de que ele se tornaria uma espécie de figura paterna para o Peter, porque afinal, no início do filme isso é bem definido sobe ele ser como um irmão mais velho, pois ele vai empurrar [Peter] para o lado e dizer que é melhor que você.

Fonte | Tradução e Adaptação: THBR
Charles Zavaroski
Charles Zavaroski