Análise | American Gods 01X03 - liberdade criativa e adaptação magnifica

ATENÇÃO: A CRÍTICA A SEGUIR CONTÉM SPOILERS, LEIA POR SUA CONTA E RISCO.

O terceiro — e mais polêmico — episódio de American Gods já se inicia apresentando o Deus Anúbis, mostrando toda magnificência pós-morte que é contada na mitologia, um espetáculo visual que deve ser reconhecido e lembrado.
Logo depois, voltamos para a cena depois do final do segundo episódio onde Shadow está dormindo no sofá, e no dia seguinte será morto por uma marretada na cabeça por ter perdido em uma partida de dama.

Mas durante a madrugada ele se encontra com Zorya Polunochnaya, uma cena linda e que mostra a inocência e pureza da Deusa da mitologia Eslava.
Assim como também apresenta seu fascínio como a própria guardiã da noite e lhe entregando a lua como uma moeda para dar-lhe sorte.
Falando em sorte, o que falar de Mad Sweeney, o leprechaun que se considerava o mais sortudo, perde sua moeda da sorte e percebe que na verdade deu a Shadow, que a jogou no túmulo da sua esposa.

Quem conhece a mitologia sabe que se você tem uma moeda como a de Mad Sweeney você tem sorte para o resto da vida, porém se a perder, você terá azar para sempre.

Daí começa a jornada um tanto cômica de Mas Sweeney em busca de sua moeda da sorte até encontrar-se com Shadow e Wednesday em uma lanchonete.
Mad o questiona sobre a moeda e ele não se importa que Mad a pegue de volta, mesmo tendo sido dada à ele como um presente.
Vamos falar de polêmica? Desde que foi anunciado que haveria uma cena de sexo explicito gay, muitas pessoas se posicionaram contra e a favor da tal.
A cena retrata a história de Salim, um árabe que vem para a América em busca de oportunidade, porém depois de um longo dia que não deu muito certo ele pega um táxi para voltar para o seu hotel.

Só que o que ele não esperava, era que o motorista do táxi fosse um Jinni (ou Ifrit) uma espécie de gênio infernal, típico da mitologia árabe, ao descobrir tal coisa, Salim conta sobre a história de sua vó e como ela conheceu um Jinni.

Logo após, Salim o chama para seu quarto e lá os dois têm uma relação sexual no qual mostra Jinni como a entidade divina que Salim acreditava ser.

Bem, no fim não há nada de tão extraordinário na cena. Apenas dois homens transando. Uma cena de sexo como outra qualquer, apenas o que muda é que são dois homens.

Entretanto, fóruns na web estão ridicularizando e ofendendo a série por não acharem a cena necessária, e nem um pouco agradável, seguido de vários comentários homofóbicos por meio dos usuários.

Seguindo adiante, vemos a interação entre Shadow e Wednesday em uma das cenas mas icônicas do episódio, onde vemos Wednesday discretamente roubando um banco com um plano de deixar qualquer um boquiaberto.

Porém não foi só isso, neste episódio também percebemos o poder da fé em algo. Desde Salim e o Jinni até Shadow fazendo nevar apenas com o pensamento. Do mesmo Jeito que Mad Sweeney crer que sua moeda lhe dar sorte.

Wednesday comentou também sobre a existência de vários "Jesus" por todo mundo dependendo da crença de cada um e do local onde se vive.

"Seja um Jesus negro, ou um Jesus mexicano."

Para encerrar temos esse plot-twist incrível onde mostra o poder da moeda da sorte de Mad Sweeney.

"Há sorte maior do que está vivo?"

Pessoal, essa foi mais uma análise dos episódios de American Gods, até a próxima semana.

American Gods tem episódio novo todo domingo às 00h no canal Starz, e segunda no Amazon Prime Video.
Share on Google Plus