"OldGamer" | A primordialidade The Last of Us - PREMIERE LINE

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sábado, 27 de maio de 2017

"OldGamer" | A primordialidade The Last of Us


Há coisas que passam por nossas vidas e deixam marcas. Lembranças, memórias, vestígios de uma época áurea que marcou algum período importante em nossas experiências. Os videogames, para bem ou para mal, fazem parte do processo e entregam mensagens mais que especiais a todos nós.

OldGamer tem o intuito de comentar sobre jogos que marcaram época, trazendo conceitos, curiosidades e discussões sobre os mesmos, e se esses jogos deixaram saudades, é porque eles definiram alguns novos parâmetros na indústria e elevaram diversos conceitos a um outro patamar. Com The Last of Us não é diferente, um jogo magnífico e que marcou uma geração. Particularmente, o melhor do Playstation 3.


TLoU, como é popularmente conhecido, é um jogo pós-apocalíptico da Naughty Dog lançado em 2013, exclusivamente para PS3. A empresa estava em alta com seu já exclusivo Uncharted, mas com a aproximação do lançamento do PS4, conseguiu ser responsável por trazer um dos últimos grandes títulos do PS3. Mais do que um jogo excelente, The Last of Us é uma verdadeira obra de arte dentro do mundo dos games, se preocupando não apenas com a jogabilidade, mas também contando com uma narrativa cinematográfica.

A trama envolve o surto do fungo cordyceps entre os humanos. Esse fungo realmente existe na natureza, mas só ataca insetos, crescendo dentro do cérebro dos mesmos até o ponto de começarem a sair pelo corpo do pobre animal. No jogo, o cordyceps evoluiu e passou a infectar humanos, que se tornam extremamente agressivos, chegando até a atacar outras pessoas. E como o fungo não para de crescer dentro do cérebro, quanto mais tempo alguém passa infectado, mais deformado fica o seu corpo. O jogo começa justamente quando a coisa toda está se espalhando e o protagonista, Joel, precisa fugir com a sua filha, Sarah, e seu irmão, Tommy. Algumas coisas dão errado durante a fuga e a história dá um salto de 20 anos.


Produção

A Naughty Dog manteve a produção do jogo a sete chaves desde 2009, quando iniciaram sua pré-produção. Somente alguns executivos da Sony sabiam alguma informação acerca do jogo, mas nem eles mesmos sabiam como seria a trama e o enredo em que o jogo se passaria. Todas as pessoas ligadas ao desenvolvimento de The Last of Us eram proibidas de darem entrevistas ou publicar qualquer informação sobre a produção e seu desenvolvimento em seus perfis pessoais nas redes sociais.

O fungo que transforma o indivíduo em “zumbi”, cujo nome cientifico é: Ophiocordyceps Unilateralis, é conhecido por soltar esporos que invadem e dominam o sistema nervoso de insetos, como formigas, deixando-as exatamente como “pequenos zumbis”. Os produtores do game tiveram a ideia de trazer esse fungo para o enredo após assistirem ao documentário Planet Earth, criando assim a possibilidade do fungo penetrar o sistema nervoso do ser humano, transformando-os em verdadeiros zumbis. Além disso, para o enredo do jogo, foi feita uma pesquisa sobre centenas de epidemias e doenças, e como as pessoas ficam em quarentena, a fim de criar o clima pós-apocalíptico presente no game.


A comparação da primeira versão da personagem Ellie com a atriz Ellen Page deixou o estúdio muito sem graça:

 “Os artistas se inspiram em várias pessoas para criar personagens o mais reais possíveis.”, disse Neil Druckmann, diretor criativo do game. “Ashley Johnson, a atriz responsável pela voz de Ellie, fez uma das melhores performances dos games que já vimos. Além disso, achamos que a primeira versão da Ellie parecia ser mais velha do que ela realmente era, então resolvemos mudar tudo.” Disse a equipe de The Last of Us.

A historia deste jogo vem de um relacionamento não muito longe entre Drake e Tenzin em Uncharted 2: A ídeia partiu de fazer um game inteiro baseado num relacionamento similar, como o dos protagonistas Joel e Ellie. Depois desta ideia, surgiu a história apocalítica no formato que a conhecemos.

Outro jogo da Naughty Dog que fora lançado dois anos antes de The Las of Us compartilha do mesmo universo. Um easter egg é encontrado em Unchardted 3 dava pistas sobre o que viria pela frente. Obviamente isso só fez sentido depois que The Last of Us foi lançado.


Em cima do balcão de um bar é possível encontrar um jornal que traz, em sua manchete, a informação de que os cientistas estão lutando para entender um fungo mortal.

Trilha Sonora

A trilha sonora do enredo de The Last Of Us foi escrita de maneira conjunta com o jogo. Todo o soundtrack foi recebido logo no começo da produção do game, e assim, ficou mais fácil de encaixar as músicas com o tema do momento e as situações. A sincronia era tão perfeita que em alguns momentos os produtores não criaram diálogos e deixaram a música falar por si só. A pessoa responsável por essa trilha sonora tão intensa é Gustavo Santaolalla, um músico argentino ganhador dois Oscars de Best Original Score, em dois anos consecutivos, por Brokeback Mountain, em 2005, e Babel, em 2006.

Os testadores de The Last Of Us chegaram a se emocionar com o final do jogo. A conectividade da musica com as cenas finais do jogo, fizeram com que a equipe da Naghy Dog caíssem nas lagrimas.




Left Behind

The Last of Us: Left Behind é um DLC, desenvolvido pela Naughty Dog e publicado pela Sony Computer Entertainment, sendo lançado digitalmente para PlayStation 3 em 14 de fevereiro de 2014 e depois para PlayStation 4 em 29 de julho como parte do relançamento The Last of Us Remastered. O jogo foi posteriormente lançado como um pacote de expansão autônomo para ambos os consoles em 12 de maio de 2015. Na história, a jovem adolescente Ellie passa seu tempo brincando e se divertindo em um shopping junto com sua melhor amiga, Riley. Left Behind possui uma jogabilidade praticamente idêntica ao jogo original.

O desenvolvimento de Left Behind começou após o lançamento de The Last of Us em junho de 2013. O foco da história era desenvolver o relacionamento entre Riley e Ellie, além de quais acontecimentos da vida desta última, viriam a definir sua personalidade. O diretor de criação e roteirista, Neil Druckmann, usou o quadrinho The Last of Us: American Dreams como ponto de partida, com a equipe desejando explorar como o comportamento de Ellie foi afetado por Riley. O jogo foi aclamado pela crítica, com elogios indo particularmente para sua história, caracterização e representação de personagens femininas e LGBT.



Superação

The Last of Us ajudou muitas pessoas a superar momentos difíceis na vida.
Questionado pela rádio americana 89.3, sobre o Writers Guild Award de 2014 que ganhou por escrever o game, o também diretor criativo, Neil Druckmann, falou que é ótimo ganhar prêmios, por trazer uma satisfação pessoal, mas que o mais gratificante é atender os fãs nos eventos em que participa e ouvir algumas de suas "loucas" histórias. Ele disse que várias pessoas já falaram que The Last of Us os ajudou a passarem por momentos difíceis em suas vidas, como divórcios e até desejos de suicídio.

A primeira impressão que Neil disse ter foi achar estranho, porque The Last of Us não é um jogo alegre: 

"É estranho, porque The Last Of Us é sombrio e depressivo e está no seu direito, mas essa é a forma de fuga que essa pessoa precisava e que lhe deu força."

Ashley Johnson

Em agradecimento ao segundo Bafta Awards que ganhou em 2015, a atriz e dubladora original de Ellie, Ashley Johnson (Blindspot), foi enfática ao dizer que fazer parte do jogo e interpretar Ellie mudaram sua vida.

 "Esse jogo mudou minha vida, de muitas maneiras. É uma das melhores coisas no qual já trabalhei, me sinto tão sortuda por fazer a Ellie. Estou tão orgulhosa de interpretar uma personagem feminina forte, não sexualizada, ou uma donzela em perigo, ou mesmo o oposto disso."

Ela também explicou por que as pessoas admiram a personagem e atribuiu o seu sucesso aos fãs.

"Ellie é vulnerável, é gentil, é leal, e é o tipo de garota que não se encaixaria na escola, e que às vezes ela se permite ter medo. E por último, não menos importante, isto é para os fãs, porque vocês mudaram a minha vida, e sem o apoio de vocês, isso não seria o mesmo."
Assim também acontece com Left Behind, conforme relata, muitas pessoas têm abordado Ashley Johnson depois da revelação de que Ellie é gay, que seu personagem deu-lhes força para sair com seus amigos.

"Da mesma forma, The Last of Us Left Behind, que é uma pequena história no universo de The Last of Us em que revela que uma das protagonistas, Ellie, é gay. Um monte de pessoas tem vindo a atriz que interpreta Ellie, Ashley Johnson, dizer que jogaram o game e tem Ellie como um exemplo, que deu-lhes força para sair com seus amigos. É incrível o poder da narrativa, do poder da narrativa interativa e o quanto isso pode dar força para as pessoas."- disse um dos produtores.

Continuação


Com o absoluto sucesso imediato, o diretor Neil logo foi questionado sobre uma continuação. Na época, o estúdio disse que não fez o jogo pensando em continuações (apesar da Sony já ter registrado os nomes do The Last Of Us 2 e 3). 

"Queremos focar na historia entre Joel e Ellie" disse o Diretor. "O jogo tem que se sustentar dessa forma. Se virá alguma continuação, nós não sabemos. Vamos lançar o jogo, descansar e aí vamos então ver a resposta do publico." E quanto aos registros de continuações da Sony? "Isso é o otimismo por parte da Sony", brincou Neil.

Mas para nossa alegria, a Naughty Dog resolveu derrubar o forninho no fim da PlayStation Experience 2016 com um trailer absolutamente lindo de The Last of Us Part II. Apesar de ainda estar em fase inicial de desenvolvimento, o jogo já chama atenção com gráficos soberbos.

The Last of Us: Part II utilizará uma nova engine gráfica da Naughty Dog, a qual já se provou bem avançada neste primeiro trailer. O vídeo que mostra algumas cenas na floresta, intercalando a aparição de Ellie e até de Joel, conta com recursos visuais inacreditáveis.

Toda a magia do primeiro jogo é resgatada ao longo de quase 4 MINUTOS de trailer! Sim, é coisa linda e emocionante para deixar qualquer fã desesperado para adentrar neste mundo apocalíptico novamente. O vídeo emociona também com a trilha sonora, que traz a mesma essência do primeiro game. Após cantar uma música bastante poética, a protagonista feminina da história termina o trailer avisando que vai buscar vingança.



TLoU Parte II não tem data de lançamento, mas o diretor Wells disse que o jogo será lançado somente em 2019, pois  “The Last of Us: Part 2 só começará a ser feito após lançamento de Uncharted: The Lost Legacy.”


The Last Of Us, é emocionante e não adianta conter as lágrimas. O enredo intenso, a relação de pai e filha entre Ellie e Joel, e toda a conectividade da música com as cenas finais do game, fizeram a equipe da Naughty Dog cair em lágrimas. Eu também não contive as minhas lágrimas, e como muitos  também me emocionei ao finalizar o jogo e ao ver como a história de The Last Of Us, acabou. Foi impossível conter o nó na garganta e a vontade de chorar, tanto por finalizar o jogo, como pela história em si.

Não sei ao certo o quanto games e The Last of Us ainda podem ser subestimados, mas de uma coisa você pode ter certeza: desde a chegada desse verdadeiro monstro da indústria de games, o mundo do entretenimento nunca mais foi o mesmo. Orçamentos milionários, desenvolvedores talentosos, narrativas fortes e a aclamação de diversos setores, fazem a cada novo lançamento, jogos impecáveis.

Chorei de novo!!!

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