Bruno Mars é acusado de apropriação cultural por performance no BET Awards 2017



A pesquisadora e ativista Jenn M. Jackson, da Universidade de Chicago, tem chamado bastante atenção por ter acusado o cantor Bruno Mars de apropriação cultural. 

O fato é que o cantor apresentou a faixa "Perm" no BET Awards desse ano, que é um funk com referencias musicais a cantores como James Brown, e Jenn, vendo a performance, publicou:

“Realmente preciso que todos vocês parem com os elogios para Bruno Mars e sejam mais críticos sobre as maneiras que entendemos apropriação. Bruno não se identifica como negro. Vamos deixar isso claro desde o início. Ele é uma pessoa não-negra de cor, que recentemente decidiu que cantar funk é economicamente produtivo”.

Diante a acusação, que acabou viralizando, diversos fãs reclamaram e a pesquisadora rebateu o assunto, dando continuidade ao debate: 

“suas alegações de que ‘está trazendo o funk de volta’ são ofensivas para os artistas negros de funk, pioneiros na tradição. O FUNK. NUNCA. SAIU DE CENA. Sim,ele dá ‘crédito’ aos artistas de funk ocasionalmente. Ele também tem um público majoritariamente branco, que não tem memória ou preocupação por artistas negros. No caso de Bruno, ‘trazer o funk de volta’ essencialmente significa ‘funk era uma coisa de negros e agora eu dou para os brancos’. Isso é apropriação. Preciso que não relaxemos nossa percepção crítica sobre racismo e apropriação quando é um não-negro de cor que nos prejudica. O louvor ao Bruno Mars é também patriarcal, porque algum de vocês também deram passes-livres para Eminem, Justin Timberlake e Robin Thicke. Parem com isso”.

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