Coluna do Aurélio - "Mulher Maravilha" Justiça! - SEM SPOILERS



Eu fui ao cinema esse ano mais vezes do que fui o ano passado inteiro e por que? Maio foi um mês de excelentes filmes. Falando só em maio. Eu poderia falar mais de Guardiões da Galáxia Vol.2, poderia falar de Piratas do Caribe: a Vingança de Salazar ou ainda de Rei Arthur e a lenda da Espada ou poderia simplesmente esperar pra assistir Alien: Covenant e enfim escrever sobre isso. Mas eu assisti Mulher Maravilha. E sinceramente prefiro falar dela.

Os filmes de heróis como conhecemos hoje devem muito da sua essência aos primeiros filmes dos X-Men, cuja origem se deu em 13 de julho de 2000. Desde então temos assistido a uma série de melhorias e desgraças, sucessos e fracassos, mas até hoje não tínhamos visto um filme de heroína tão bem produzido quanto Mulher Maravilha. Sei que você deve estar pensando aí em Mulher-Gato e Elektra. Não!
Não podemos negar que esse é um filme de origem e por isso o enredo às vezes parece meio arrastado, mas é extremamente necessário. Também é preciso levar em conta que a Mulher Maravilha nunca teve um filme solo. Ok, agora você deve estar pensando "mas e a Linda Carter, não fez filme?". Não, só seriado mesmo.
Gal Gadot é Diana, uma menina surgida do barro cuja vida foi concedida por Zeus após sua mãe Hipólita (Connie Nielsen) implorar por isso. Fascinada pelas lendas que rondam a vida das amazonas em Temiscira, uma ilha escondida dos mapas, onde vivem em reclusão, aguardando pelo retorno de Ares, deus da guerra, Diana cresceu sendo protegida pela mãe, impedida de treinar oficialmente por sua tia Antíope (Robin Wright) e tornar-se uma guerreira, uma verdadeira amazona. Até que finalmente, vencida pela insistência da filha e da irmã, a rainha Hipólita decide permitir que Diana seja treinada com um único pedido: ela deve ser treinada com uma intensidade 10x maior do que qualquer outra amazona.

É quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) cai com seu avião na praia de Temiscira e é resgatado por Diana, que nunca havia visto um homem pessoalmente em toda a sua vida.
À partir daí, tem início a história dela, a Mulher-Maravilha heroína. E essa jornada é linda.
Sempre que eu tenho que escrever sobre algum filme de heróis da DC, eu acabo me lembrando invariavelmente da trilogia Batman do Christopher Nolan. Entretanto, não é possível colocar o Batman realista de Nolan nesse novo universo que a DC está criando para a Liga da Justiça, pois este será um universo fantástico e aquele Batman não tem espaço. Confesso que tive que usar da minha suspensão de descrença e isso contribuiu para gostar ainda mais do filme.


Mulher-Maravilha é um filme empolgante, emocionante e também engraçado, com uma história que entrega a jornada de uma menina ingênua em busca do seu próprio lugar entre as mulheres da sua ilha e entre os homens do mundo até se tornar uma mulher, ciente de suas capacidades, forças, qualidades, fraquezas, desejos e medos. É um filme sobre uma verdadeira heroína, sobre uma mulher vitoriosa.
Finalmente fizeram um filme com uma personagem feminina literalmente forte. Só espero que Patty Jenkins continue sendo a diretora nas sequências.

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Aurelio Arnholdt
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