Crítica | Mulher-Maravilha | A esperança e determinação que a DC precisava

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Fala Galera! Sejam bem vindos para mais uma crítica de cinema do Premiere Line, e dessa vez vamos falar de Mulher-Maravilha. Sim, isso mesmo. Princesa Diana de Themyscira, Filha de Hipólita, esculpida do barro e soprada por Zeus.

Vamos começar falando do cenário do filme e seu tom em particular. Não dá pra falar em DC nos cinemas sem lembrar do tom sombrio apresentado no universo cinematográfico da DC até o momento, mas Mulher-Maravilha apresenta o oposto nesse sentido. Desde o início do longa você percebe um palheta de cores mais viva e sem a carga fotográfica pesada, apresentando uma Themyscira colorida, mas sem exageros.

Entretanto, como esperado o filme não se passaria apenas em Themyscira, ao chegar em Londres não presenciamos mais cores vivas, mais nada de exageros ou sombrio demais, nos é apresentada uma Londres com um tom certo para representa a escuridão do local, e assim se estende até o final do filme.

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Porém, nem tudo são flores, e algo que incomodou, ao menos à mim, foi o exagero da câmera lenta em cenas que podem ser consideradas desnecessárias, ou até que ficaram um tanto forçado por assim dizer. Incomoda um pouco, mas nada de tão grave, entretanto à ser considerado.

Outra qualidade peculiar de Mulher-Maravilha, é o tom aplicado no filme, que não torna um filme de humor, nem o deixa sombrio demais. As pitadas de humor que são adicionadas aos diálogos dão um crescimento narrativo à trama que a deixa mais interessante de acompanhar, sem tratar tudo com tanta seriedade.

Uma preocupação presente nos fãs de heróis ou até em quem só queria acompanhar o filme, era se  seria um "filme sobre feminismo". Não, ele não é um filme que representa qualquer bandeira, mas trata da própria heroína em uma época onde até o direito de voto era negado às mulheres, assim como também nos é apresentado o quanto as mulheres não tinham voz naquela época e como muitas coisas lhe eram negadas. Entretanto, a diretora Patty Jenkins conseguiu encaixar perfeitamente às críticas à época de uma forma bastante balanceada.

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As cenas de ação são simplesmente de tirar o fôlego, extremamente empolgantes e apresentam uma característica um pouco esquecida nos filmes anteriores do Universo DC: A esperança.

No momento que Mulher-Maravilha entra em ação é evidente a sensação de heroísmo e esperança que ela traz, porém não só nas cenas de ação, eu como fã da heroína pude perceber que a Gal Gadot é a Mulher-Maravilha perfeita para a DC no cinema, pois ela está visivelmente de corpo e alma no papel e passa toda a emoção e inocência da amazona que acredita na humanidade e que está conhecendo um mundo completamente novo.

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Também é justo falar que o Chris Pine também faz muito bem seu trabalho com Steve Trevor, e a sintonia entre Gal Gadot e Chris Pine é transparente. Pode-se dizer que toda a produção e elenco está de parabéns.

Contudo, primeiro ato é fantástico, segundo ato maravilhoso, mas o terceiro ato não agrada muito com um plot twist não muito animador, pois desde o inicio, somos introduzidos á um possível Ares, e no terceiro ato depois de uma árdua batalha, descobrimos que quem achávamos ser Ares na verdade não é, e revelam um vilão imprevisível. Ate aí pode ser aceitável, mas deu à entender que a produção teve um certo receio de aquele não ser um final grandioso, e meio às pressas apresentaram o verdadeiro Ares, que verdade seja dita, perdeu bastante com um diálogo que pode ser considerado clichê de vilão de desenho animado dos anos 60, se bem que Mulher-Maravilha pega bastante influencia dessa época, mas era de se esperar que continuasse no mesmo estilo que se iniciou com diálogos bem resolvidos.

Outra questão à ser considerada é o visual de Ares que foi bastante fiel às mitologias, no entanto, era de se esperar um novo meio de se adaptar á famosa aparência da vestimenta de Ares, também vale falar da forma humana de Ares que não agrada muito, e não dá a aparência de um Deus da guerra.

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Mulher-Maravilha como já dito tem excelentes cenas de ação, mas uma em particular merece um destaque que pode ser nomeada: "Terra de Ninguém", onde vemos Diana agindo por si só e assumindo a linha de frente do combate, enfrentando um exército de frente e sem medo, demonstrando a determinação e coragem que a DC dos cinemas precisa, acompanhado de uma trilha sonora de arrepiar e inspirar qualquer um.

Bem, isso é tudo pessoal, não percam de assistir Mulher-Maravilha que está em cartaz nos cinemas. Então corre e aprecie essa obra prima da DC que tá demais. Valeu!
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