(S/Spolier) Review - House of Cards | Quinta temporada apresenta "Uma Nação Underwood"



A Netflix lançou recentemente a quinta temporada de sua primeira produção original, House of Cards, e como era de se esperar, a série não decepcionou e continuou o alto nível de qualidade das temporadas anteriores. Aviso que a crítica é SEM SPOILERS.

Um desfalque na produção passou despercebida, durante a quinta temporada o showrunner Beau Willimon saiu da produção-executiva do show, em seu lugar, Melissa James Gibson e Frank Pugliese tomaram as rédias para definir o futuro do casal Underwood.  A falta de Willimon não foi tão sentida, já que Gibson e Pugliese continuaram a saga pelo poder com maestria. Durante os treze episódios a qualidade se manteve firme. A trama, estrelada por Robin Wright e Kevin Spacey, entrou em sua melhor sequência de acontecimentos. A riqueza de detalhes sobre a trama torna tudo tão impressionante de ver. 



O destaque da temporada fica por conta de Claire Underwood, com uma atuação monstruosa e excelente de Robin Wright, se você já assistiu o último episódio, sabe do que estou falando. Claire prova que ela sempre foi a estrela da dupla, roubando os holofotes para si em sequências de acontecimentos. A quinta temporada mostra um forte nível de manipulação feito por Frank, nunca visto antes nas temporadas anteriores. Kevin Spacey surpreende novamente em sua atuação, mas não é novidade que ele sempre impressiona em seus papéis, desde "Tempo de Matar", "Seven" e o ótimo "Beleza Americana".


O elenco coadjuvante do show dá todo suporte para o casal Underwood poder roubar a cena. Neve Campbell está impecável nessa temporada, atinge com facilidade o mesmo nível de atuação dos colegas de cena. Michael Kelly entrega mais uma vez uma ótima atuação como Doug StamperJayne Atkinson ganha um espaço maior nessa temporada e acaba surpreendendo muito com sua Kathy Durant e ainda temos a incrível Patrícia Clarkson, que conquista cada uma das cenas em que participa, ela se entrega de corpo e 
alma na atuação mais intrigante e misteriosa de toda a série.


Os roteiristas liderados pelos novos showrunners, consegue manter aquela indecisão de "amar ou odiar" os Underwoods. Isso é o ápice do show, quando ficamos indecisos a respeito de um personagem, mas que no fundo torcemos por ele. Robin Wright também está atrás das câmeras, ela dirige os dois (ótimos e tensos) últimos episódios, de forma impressionante e talentosa, quanto sua Claire Underwood.

House of Cards continua sendo uma das melhores produções originais Netflix (ouso dizer, a melhor). No fim do quinto ano, chega aquele momento que você sabe que a série precisará ser cancelada, apenas um sexto ano é aconselhável para perguntas serem respondidas e questões resolvidas. Ou os roteiristas podem se inspirar na política brasileira e criar outras temporadas, mas dessa vez, precisam se inspirar e não profetizar.

No fim, a quinta temporada mostra que chegou a hora de dizer: Bem-vindos a uma nação Underwood. 
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