Fear The Walking Dead | 3x7/3x8 (Analise)



Fear encerra sua primeira parte da terceira temporada com episódios coerentes e de visível melhora tanto da trama quanto dos personagens.

Não é de hoje que falo sobre a falta de empatia que os personagens transmitem. Não há apego por suas histórias e de fato chegou a um ponto em meados da 2° temporada em que, se todos morressem e só ficasse os zumbis a série seria melhor. Afinal, não dar pra errar com zumbis. 

Mas contrariando minhas expectativas, Fear se ergueu e se recuperou incrívelmente bem. Os personagens progrediram em suas histórias e a trama evoluiu trazendo reviravoltas e bom enredo.

Trazer dois atores conhecidos (Daniel Sharman e Sam Underwood) e introduzir a família Otto a série, foi a melhor escolha que Fear poderia ter feito, só perdendo para a morte de Travis. Afastar a trama do cenário mexicano, ainda que se matendo na fronteira abrangeu as possibilidades trazendo não só perigo, mas também, história. Em um lugar aparentemente seguro, com provisões e forte armamento o que poderia ser uma ameaça?


Algo muito mais antigo e passível de ser retratado numa série como Fear. A constante luta entre índios e americanos. 

Enquanto de um lado temos índios lutando por sua herança cultural, suas terras. Do outro, temos o povo branco lutando por segurança e propriedade. É nesse momento que o certo e o errado deixa de ser apenas preto e branco. É mais do que comum desde TWD, a linha entre herói e vilão ser extremamente fina. Num mundo onde não há leis, não ha governo, não ha consequências, além da morte. Lutar para viver e sobreviver muitas vezes e na maioria delas, depende de atitudes e escolhas extremas. 


Nesse meio, temos Madison, uma mãe disposta a chegar aos limites para proteger seus filhos e o lugar em que acredita ser seguro. Mas os Clark estão começando a perceber o que já sabemos. Nenhum lugar é seguro e o maior perigo lá fora não são os mortos vivos. E rapidamente ela está percebendo isso, o que a faz uma das personagens mais estratégicas da série. Seu poder de manipulação sobre Troy foi um trunfo arriscado mas que lhe rendeu bons frutos e uma vitória. A breve confissão de seu passado sombrio em que ela matou o pai ainda pequena, acrescenta e explica que não foi da noite para o dia que ela mudou, ela apenas nunca havia precisado usar esse lado antes. 




Alicia ainda tem muito potencial a ser explorado e me parece que a produção esta guardando isso para as próximas temporadas. O que pode ou não ser uma boa ideia. A atriz tem grande capacidade de ser um personagem de liderança, independente de sua idade na série. 


Já Nick está cada vez mais saindo da casca e se tornando um homem que sua família precisa. E finalmente ele cortou aquele projeto de cabelo. Aleluia!


Outro mistério foi finalmente revelado. Ofélia está não só viva mas também com os índios. Sua trajetória foi explicada em menos de 10 min em tela e foi um alivio não precisarem de 1 episódio inteiro para isso. Não era necessário. Enquanto em TWD um episódio é gasto em personagens terciários (como Tara). Em Fear eles economizam e aproveitam o tempo em tela.


 

É possível que o spin off esteja num caminho melhor do que a série mãe? Enquanto erros são cometidos em TWD, em Fear eles são corrigidos. Mas a de se levar em consideração que Fear está apenas em seu terceiro ano. 


A midseason soube aproveitar seus mais de 90 minutos sem desperdício de diálogos ou cenas. Dando informações essenciais tanto para a série quanto para o universo apocalíptico criado por Kirkman.


O episódio 7 e 8 encerrou essa primeira parte de forma excelente, corrigindo seus erros, eliminando o necessário (Travis) e introduzindo novas possibilidades.


Até o retorno!

Share on Google Plus

ENQUETE