Crítica | Baby Drive: Em Ritmo de Fuga | A visão própria e singular de Edgar Wright

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O mercado cinematográfico de 2017 está á todo vapor, seja pelos blockbusters que bombam nas bilheterias como as grandes franquias do cinema, e hoje nós vamos falar de 'Baby Drive: Em Ritmo de Fuga' uma obra do cinema contemporâneo repleta de influências.

Um filme repleto de cenas de ação, mas que não se fecha apenas nisso. Com Edgar Wright na direção, pode se dizer que esse é mais um triunfo do diretor, depois dos premiados 'Todo Mundo Quase Morto' e 'Scott Pilgrim Contra o Mundo'. O diretor que comandou também 'Homem-Formiga' da Marvel sabe encaixar os momentos cômicos, e seus diálogos super bem encaixados, mas em um ponto 'Baby Drive' se torna único nos filmes já feitos do diretor e roteirista: A Música.

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Tivemos um gostinho em 'Scott Pilgrim Contra o Mundo', mas nesse ele parece ter evoluído mais esse quesito musical no próprio roteiro, onde assim como o protagonista a músical é essencial nos acontecimentos, se tornando parte chave para que tudo aconteça. Com uma playlist de arrasar, o longa conta quase que inteiramente com músicas famosas no cenário americano, indo do rock ao pop, e até jazz. 

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O longa se inicia com o que pode ser considerado uma das melhores cenas de perseguição policial, na verdade, quase todas as cenas de perseguição são grandiosas e bem feitas. Por todo o filme podemos ver que o cuidado do diretor em cada cena e a perfeição de movimentos, sejam automobilísticos ou humanos.

Com um elenco de peso como Kevin Spacey (House of Cards), Jamie Foxx (Espetacular Homem-Aranha 2) e Ansel Elgort (que pode considerar seu melhor papel depois de 'A Culpa é das Estrelas') o longa cresce e caminha para um desfecho impactante que prende o espectador á tela até o último segundo e vemos a ação crescer e se desenvolver junto aos personagens.

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Não podemos esquecer de falar das claras referencias ás obras de Quentin Tarantino, principalmente no ato final do filme onde vemos tudo dar errado e as coisas complicarem para o lado de todos, nesse exato momento a trilha também cresce e faz o espectador ficar ansioso pelo fim e o seu desfecho. Pode também dizer-se que não há sequer um personagem que não tenha sido aproveitado, todos os arcos do filme tiveram seu início e seu fim, os atos todos super bem desenvolvidos, e a fotografia super bem dirigida. Um roteiro impecável.

Baby Drive: Em Ritmo de Fuga está em cartaz em todos os cinemas do Brasil, confira que vale a pena. Nós do Premiere Line garantimos.
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