Somewhere Between | Um terrível começo (crítica c/spoilers)




Sinopse: Laura Price é uma produtora de TV que descobre que sua filha, Serena, será morta. Ela não conhece o assassino ou suspeita de seus motivos, mas sabe exatamente quando, como e onde o crime acontecerá.

Está aberta a temporada de estreias. Novas séries começando assim como outras dando continuidade. Seja como for, coisas boas e ruins virão. É inevitável. Afinal, são muitas produções. Nem todas irão ter uma boa recepção. 

Baseada em uma série sul-coreana (God’s Gift - 14 days) a nova série da ABC chega sem fôlego e fadada ao fracasso.


Não sou muito de presumir, mas posso afirmar que Somewhere Between está com seus dias contados. Eu já vi muitos pilotos ruins (Dead of Summer) e já vi séries terríveis. Somewhere se encaixa nas duas categorias. Além de ter um piloto terrível, possui uma trama sem pé nem cabeça. Um elenco sofrível. E seus cortes, diálogos e cenas são de se contorcer na cadeira.

Eu poderia estar exagerando, mas nem em sã consciência seria capaz de indicar a série para que você mesmo tire suas próprias conclusões. Mas vamos lá, siga por sua conta e risco.


A história de linha da série é mal definida desde o começo até o final de seu piloto. Mesmo sendo uma série de mistério, é impossível perceber isso, até que uma “vidente” aparece do nada. Ainda sabendo o que esta acontecendo e do que se trata a série, há informação demais. A passagem de tempo "passa" da conta, e é terrível em manter o telespectador situado. Meses se passam e você só se toca quando um dos personagens falam "Já se passaram três meses" 

E tudo que você pode pensar sobre essa informação é: "oi?"


O que torna uma tarefa impossível para nós formamos qualquer laço de simpatia com qualquer personagem. Mesmo quando uma criança morre, você não sente nada. Nada além de: “será que agora fica interessante?”. E tudo que resta é um grande vazio e um grande NÃO.

 


A dita protagonista, até poderia ser salva dentre essa feijoada de informações e acontecimentos. Mas o roteiro e suas reações não ajudam em nada. É pouco natural, forçado e teatral ao ponto de você virar o rosto de vergonha. A série chega ao ponto da audácia de mostrar uma cena em que ela se suicida com pequenas pedrinhas no bolso. Não PEDRAS, pedrinhas! 


A sequência apressada de acontecimentos é tão absurda e desorganizada e demasiadamente informativa que nem a pessoa mais focada conseguiria acompanhar. E se acompanha, acaba não retendo qualquer informação na esperança de que algo concreto seja entregue.

Ao final do piloto há mais perguntas do que respostas. Há mais personagens do que sentido. Há mais vontade de largar tudo do que continuar. 

Então, vai encarar?

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