Crítica | A Torre Negra | Um filme fora da complexidade que o concebeu

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Este ano foi o ano para as adaptações do universo de Stephen King, desde séries á filmes, 2017 foi um ano e tanto e ainda virá mais em 2018, no entanto, vamos falar de Torre Negra. Um filme que não se prende totalmente aos livros, afinal, nós já estamos acostumados com livros mal adaptados no cinema, mas nem sempre isso pode ser considerado algo ruim, afinal o próprio diretor disse que se trata de uma história alternativa usada no mesmo conceito dos livros, e aprovada pelo próprio escritor dos livros, então aos fãs que consideraram uma má adaptação é bom ter em mente que apesar de ter  mesmo nome, não tem a mesma história, porém tem bastante a identidade do Stephen King, inclusive em referencias, na qual o filme é lotado delas, uma até sobre o Pennywise. Agora vamos para o que interessa.
O filme em si é mediano, não é algo extraordinário, mas também, não é um fracasso, como era estimado pelos críticos que o assistiram antes das refilmagens. Acredito que não mudou muita coisa afinal, o tempo não permitiria, mas acredito que está tudo bem encaixado, sem pontas soltas ou coisas incoerentes, sim, o filme deixa muitas perguntas que aguçam nosso desejo por uma sequencia, mas mesmo que não haja sequencia, o longa está bom, encerrado como está.

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Um destaque para a atuação do Matthew McConaughey que fez o esperado para um vilão da magnitude do seu personagem, e do que pedia o roteiro, novamente, nada de encher s olhos, mas também não foi um fracasso para o ator. O mesmo também pode-se dizer dos demais atores com seus demais personagens. Nenhum rouba a cena durante o filme por meio de sua atuação, mas uma cena que impressionou bastante foi a do Pistoleiro contra os homens de Walter, o Homem de Preto. Que impressionou pela fotografia, coreografia e efeitos, inclusive todas as cenas do Pistoleiro ficaram muito boas, como também a de quando ele vem para a terra de Jake e ele tenta entender tudo que está ocorrendo ao seu redor.
Os efeitos também não são usados exageradamente, além de estarem na medida certa com a história, também são muito bem feitos e elaborados. Entretanto, não podemos falar o mesmo do desfecho, onde o filme caminha para algo que foi resolvido em 8 minutos, e isso incomodou um pouco, um desfecho de 8 minutos. Tudo acontece rapidamente como se algo tão complicado fosse criado por todo o filme e se resolvesse no último minuto com apenas um disparo da arma do Pistoleiro, e eu acredito que foi isso que colaborou para que o filme se tornasse mediano. A falta de desenvolvimento do terceiro ato.


Guilherme Soares
Guilherme Soares