Mês das Crianças: Sete livros infantis que emocionam e cativam crianças de todas as idades

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As crianças são pessoinhas que vivem imersas em universos particulares, repletos de aventuras, doçura e fantasia. A pureza e a simplicidade infantis fortalecem as crenças em lugares e poderes mágicos, tornando-os tão reais quanto o que as rodeia.




Em homenagem ao Dia das Crianças, esta data que simboliza a singeleza existente em cada um, listamos sete livros infantis que, de tão potentes e marcantes, encantam crianças de todas as idades.



1. O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

O terceiro livro mais vendido do mundo, traduzido para mais de 220 idiomas e dialetos, O Pequeno Príncipe traz as recordações de um aviador acerca do seu encontro com um principezinho encantador. Após a queda do avião que pilotava no deserto do Saara, o narrador se depara com um rapazinho de cabelos dourados e cachecol vermelho. Aos poucos, conforme vai conhecendo a história do seu novo companheiro e se apegando a ele, o aviador descobre que está diante de um principezinho advindo do asteroide B-612.

O Pequeno Príncipe é uma história singela e delicada que amizade, amor, perda e sonhos.


2. Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll)

Um dos grandes clássicos da literatura infantil, considerado, inclusive, um marco no gênero (devido à mudança do antigo foco na educação moral da criança para uma história que buscava estimular a imaginação da criança), Alice no País das Maravilhas conta as aventuras vividas por uma menina que, ao cair em uma toca de coelho, acaba transportada para um reino fantástico, repleto de criaturas peculiares (como o Coelho Branco, o Gato Risonho, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, entre outros). 

Com acentuado um tom onírico, a história é repleta de simbologias e interpretações acerca das peripécias vivenciadas pela menina Alice, sendo considerado um grande conto de fadas moderno.


3. Desventuras em Série (Lemony Snicket)

Sob o pseudônimo de Lemony Snicket, Daniel Handler narra, um estilo peculiar e um humor extremamente ácido, a saga de Violet, Klaus e Sunny, que, após a morte de seus pais, ocasionada devido ao incêndio de sua casa, são perseguidos pelo mesquinho, insensível e ganancioso Conde Olaf, que faz de tudo para obter a tutela das crianças, visando a pôr as mãos na herança que as pertence. Ao tomarem ciência do plano maléfico do detestável conde, os três passam a buscar estratégias para fugir de suas garras pérfidas e, ao mesmo tempo, encontrar um pouco de paz e felicidade – o que, infelizmente, conforme Lemony Snicket não nos deixa esquecer, não irá acontecer.
Divididas em 13 livros, que se iniciam com o “Mau começo” e são concluídas justamente com “O fim”, as Desventuras em Série dos irmãos Baudelaire são repletas de reviravoltas e reveses tragicômicos.


4. Elefante (Bartolomeu Campos de Queirós)

Com uma prosa poética bastante sensível (seu traço típico, aliás), em Elefante, Bartolomeu Campos de Queirós conduz o leitor a uma viagem onírica. Nesse sonho, somos convidados a refletir acerca da liberdade, a qual, com seus ventos, sopra possibilidades infindas, incontroláveis e inescrutáveis. Adentrando no sonho do (e com o) narrador, conhecemos as redes atrás das quais ele sempre se esconde, o que nos leva a conhecer não apenas o elefante que cabe na palma da sua mão, mas o seu íntimo, onde se encontra a verve dos seus sentimentos mais profundos. A delicada exposição do íntimo do narrador funciona como um espelho do interior do leitor, que pode, através e a partir da leitura de Elefante, realizar um mergulho nos recônditos de si próprio.

As ilustrações de Bruno Novelli (9LI) expressam perfeitamente a essência do texto de Bartolomeu, por meio de traços em formato de redes que mesclam concretude e nebulosidade. Criando imagens oníricas, que, ao mesmo tempo, se apresentam de forma palpável e compreensível, mas sem perder o caráter fantástico e suprerreal, o ilustrador captura e transmite a essência do texto do poeta.


5. Um Gato Chamado Gatinho (Ferreira Gullar)

É um livro de poemas de um dos maiores nomes da poesia concreta e neoconcreta brasileiras que traz ao seu amigo de longa data, o seu Gatinho. Ferreira Gullar, um grande gatófilo, faz uma homenagem ao seu grande companheiro, compondo um livro sobre amizade amor e amizade entre uma pessoa e um gato, pois, quando esses elementos se fazem presentes, o que existe é uma relação real de companheirismo, onde ninguém é dono de ninguém.

Com ilustrações da talentosa Angela Lago, Um Gato Chamado Gatinho transmite com delicadeza, sensibilidade e bom humor, através dos versos e das ilustrações, uma relação que se pauta na sinceridade dos sentimentos entre gatos e humanos.


6. Discurso do Urso (Julio Cortázar)


Um conto poético sobre a vida e os seres humanos, Discurso do Urso é narrado por um ursinho que vive passeando pelos canos dos prédios. Nesse vai e vem, ele ouve conversas e explora, com curiosidade, deslumbre e audácia, o cotidiano das pessoas, atento às suas qualidades e imperfeições.

As ilustrações de Emilio Urberuaga, artista plástico espanhol e ilustrador de livros infantis e juvenis, representam figurativamente a prosa poética de Cortázar em belas e coloridas imagens que conferem à história uma atmosfera mágica e ingênua.



7. Deslembrar (Luciano Pontes)

Apresentando a menina Lembrança, ora triste, ora feliz, sempre guardando tudo quanto pode (desde embalagens de bombons até cartas de amor), Deslembrar é um conto poético sobre a memória, o tempo, as coisas vividas e desvividas. Despertando sentimentos e sensações por uma personagem tão próxima e tão sensível, o autor discorre sobre como todos nós alimentamos uma menina chamada Lembrança em nosso interior.

As ilustrações de Rosinha potencializam as palavras de Luciano Pontes, dando-lhes nuances ainda mais sensíveis e poéticos. Os traços delicados e com um quê de rascunhos, além do uso constantes de flores, transmitem a doçura e o lirismo dessa história difícil de deslembrar.

Arthur Conrado
Arthur Conrado

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