Crítica | Todo o Dinheiro do Mundo - O filme que não deu certo


A história do sequestro do neto favorito de J. Paul Getty, bilionário do petróleo, é a trama central do filme dirigido por Ridley Scott.
O sequestro ocorrido nos anos 70 movimentou a mídia e expôs os dramas e problemas  pessoais da família, quando J. Paul Getty se nega a pagar o resgate de seu neto, mostrando seu lado mais frio e mesquinho para sua nora, Gail Harris que tenta de todas as formas convencer o sogro a voltar atrás e fazer o pagamento, Getty então escala seu braço direito e ex espião Fletcher Chase para tentar resolver o caso sem mexer no bolso.


O filme não funciona como thriller de suspense e a narrativa é arrastada,  com muitas idas e vindas, sem profundidade e mesmo com algumas cenas tensas no cativeiro do neto e o desespero da mãe em conseguir o dinheiro do resgate, não há força em nenhum personagem e as relações parecem artificiais. O espectador parece apenas esperar que a história chegue ao fim, sem envolvimento, sem expectativa.
Christopher Plummer que entrou às pressas após o escândalo sexual envolvendo Kevin Spacey entrega um trabalho bom, mas nada extraordinário, assim como Michelle Williams e Mark Wahlberg.

O ponto alto do filme acaba sendo a bela fotografia de Dariusz Wolski, que consegue traduzir com pouca iluminação o ambiente frio e solitário onde todos os personagens estão inseridos.
 
Ficha técnica
Todo o Dinheiro do Mundo
Ano: 2017
Duração: 135 min.
Direção: Ridley Scott
Elenco: Christopher Plummer, Michelle Williams, Charlie Plummer, Mark Wahlberg

Escrito por: Barbará Braga 



Charles Zavaroski
Charles Zavaroski