Crítica - Aniquilação | Nada aqui é o que parece, e isso pode te matar - PREMIERE LINE

NEWS

Home Top Ad

Post Top Ad

13 de março de 2018

Crítica - Aniquilação | Nada aqui é o que parece, e isso pode te matar


“As leis da natureza simplesmente não se aplicam, as criaturas neste lugar são completamente distintas e o perigo é iminente.”

Em “Aniquilação”, nos deparamos com um lugar na terra que foi tomado por algum tipo de bolha de matéria orgânica, celular; e que foi chamada de “o brilho”. Tudo isso, se encontrava em um local confidencial que o governo dos Estados Unidos nomeou como Área X.

Acompanhamos aqui a história de Lena, uma bióloga, professora e ex-militar que recentemente havia perdido o marido em uma operação secreta de sua unidade. Lena é interpretada por Natalie Portman, que aliás é uma das melhores atuações do filme.
A missão dela, junto com sua equipe, é fazer o que quase ninguém havia conseguido até então: entrar no brilho, coletar informações necessárias e descobrir o que havia acontecido com as equipes que entraram, mas não voltaram. Mas o principal disso tudo? Conseguir sair depois.


Mas alguém havia voltado sim, de lá. A linha que coloca Lena no meio disso tudo é seu marido Kane, que depois de um ano desaparecido aparece na porta da casa dos dois, falando coisa com coisa e depois caindo no chão por motivos de falência completa dos órgãos. Tá aí também a tal missão secreta.

Aí entra o conflito das motivações da bióloga para entrar no brilho, que no final das contas eram principalmente conjugais por culpa sobre não ter estado ao lado do marido quando ele precisou. A equipe de Lena é composta apenas por mulheres cientistas, tem todos os clichês da integrante esquentadinha, a nerd, a excluída; Mas que são desenvolvidos bem no decorrer do filme. Acredito que só tenha faltado um certo aprofundamento nelas, por que as personagens secundárias tinham esse potencial.

Agora, o que elas encontram na cúpula do brilho, é algo espetacular.
Toda a composição celular do lugar havia sido transmutada em algo fora da realidade. Fauna e flora são espécies totalmente novas e mutantes, e acredite, isso é perigoso.

Acredito que “Aniquilação” seja um filme para gerar mais perguntas que respostas, coisa que parece ter se tornado hábito da Netflix, mas que eu não estou nem de longe reclamando. Acredito que o fator mais impressionante do filme seja o surrealismo extremo que Garland coloca no filme; e esse surrealismo joga na sua cara uma diversidade de formas e cores que te deixam até bobo, brilham os olhos.



Você pode escolher assistir o filme por causa de sua beleza absurda; por causa de um roteiro que te prende e te deixa querendo saber e entender tudo que está acontecendo ali, do começo ao fim ou até por causa das atuações que também merecem uma menção honrosa aqui.

Detalhe que, tudo isso é baseado em um livro que já foi considerado como difícil de adaptar, e Alex Garland, diretor e roteirista de Ex-Machina, fez um excelente trabalho em quase 2h de duração de uma experiência assustadora, linda e surreal, mas que acima de todas as qualidades técnicas, é uma experiência inteligente e desafiadora.

Aniquilação está disponível na Netflix, assistam.

Escrito por: Luís Felipe Alves 

Post Bottom Ad

Pages