José Padilha responde Dilma, após a ex-presidente o acusar de usar "fake news" em "O Mecanismo" - PREMIERE LINE

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26 de março de 2018

José Padilha responde Dilma, após a ex-presidente o acusar de usar "fake news" em "O Mecanismo"


O cineasta José Padilha, diretor dos filmes de Tropa de Elite e também da série Narcos, acabou de estrear sua nova série ”O Mecanismo”, produzida pela Netflix e já está cercado de polêmicas. Após a ex-presidente Dilma Rousseff, ter publicou um textão detonando o diretor, como nós publicamos aqui, ele resolveu se posicionar. 

Uma dos coisas que irritou Dilma, foi que um personagem que representaria Lula na série, usou a frade "Temos que estancar a sangria". Acontece que essa frase não foi dita por Lula e sim por Romero Jucá, em um dialógo com Sérgio Machado.

Padilha respondeu às reclamações de Dilma, dizendo: 
"Não escrevi o roteiro do episódio 5, nem o dirigi. O roteiro foi de Elena Soárez e a direção foi de Marcos Prado. Seja como for, chequei os diálogos. São diferentes. Não houve transcrição por parte da Elena. Além disso, a repetição do uso de uma expressão idiomática comum, como 'estancar a sangria', não guarda qualquer significado. Delcidio usou a expressão 'acordo'. Se Higino falar 'acordo' ele é o Delcidio? O fato de o Jucá ter usado a expressão 'estancar a sangria' não a interdita. Escritores continuam livres para fazer uso dela. De fato, esse é um debate boboca, mas que revela algo: se a principal reclamação é o uso desta expressão, pode-se imaginar que o público petista está achando difícil negar todo o resto. Nada a dizer quanto aos roubos e desvios de verba públicas praticados por Higino e Tames com os empreiteiros…? Hummm… Interessante".

Contudo, a obra de Padilha não é uma reprodução literal da Operação Lava-Jato, trata-se de uma obra de ficção, com diversos personagens fictícios, dramatização e que tem a Lava-Jato como inspiração, como é dito no início de cada episódio.

"Essa turma nāo entendeu que a série é uma crítica ao sistema como um todo e nāo a esse ou àquele político ou a qualquer grupo partidário. Por isso se chama O Mecanismo. Assim, misturar falas ou expressōes de um político-personagem que o público pode confundir quem falou nāo tem a menor importância, pois sāo todos parte do sistema. É esse mecanismo que queremos combater", diz Padilha. 

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