Crítica | Tudo Que Quero - Ultrapassando Barreiras - PREMIERE LINE

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23 de abril de 2018

Crítica | Tudo Que Quero - Ultrapassando Barreiras



Tudo Que Quero foi produzido em 2016, mas teve alguns problemas na pós produção e divulgação, e teve o seu lançamento adiado nos cinemas em dois anos. Para piorar mais um pouco a situação, o longa estreará no mesmo dia de Vingadores: Guerra Infinita, cujo filme promete arrebatar as bilheterias.



O filme aborda a vida de Wendy (Dakota Fanning), uma garota autista de mais ou menos 19 anos que perdeu a mãe cedo e foi morar num lar particular para pessoas autistas já que a sua irmã mais velha Audrey (Alice Eve) não se sentiu apta a cuidar de Wendy. Wendy logo no começo do filme mostra ser muito inteligente, conhecedora de sua rotina e sabe muito bem o que quer da vida. Ela tem um estágio de autismo que a permite realizar coisas sozinhas, como ir sozinha para o trabalho. Porém, a aventura da personagem no filme é ser roteirista de um filme de Star Trek (Wendy é muito fã de Star Trek), a Paramount Pictures lançou um concurso para novos escritores tentarem a vaga e ela tem até tal dia e tal horário para entregar este roteiro, e fará de tudo – tudo mesmo – para entregá-lo a tempo. No meio disso, ela quer voltar a morar com a sua irmã que é casada e agora tem uma filha recém nascida, e quer provar para a irmã, a todos a sua volta e para si mesma que tem condições para isso.

Ao longo desta aventura enorme, Wendy vai se deparar com as mais diversas situações que ela não está acostumada a viver, mas a perseverança em realizar o seu sonho é maior do que tudo. O ponto fundamental do filme para torna-lo o que ele é, é que em nenhum momento Wendy usou do seu autismo para conseguir as coisas ou para se safar de algumas situações, e isso é mérito do diretor e também roteirista Ben Lewin (O Toque de Um Anjo).



Não poderia haver escolha melhor de atriz para viver Wendy do que Dakota Fanning. Dona de personagens em filmes com muita carga dramática, afetiva e emocional, como por exemplo a pequena Lucy Dawson em Uma Lição de Amor que tinha um pai (Sean Penn) com problemas mentais; provavelmente Dakota se inspirou um pouco em Penn para interpretar Wendy em Tudo Que Quero. Dakota desde pequena sempre teve muita facilidade para demonstrar suas emoções e sentimentos através do seu olhar e expressão facial e não foi diferente desta vez.

Tudo Que Quero se mostrou bem surpreendente e acima de qualquer expectativa. Um filme que merece ser visto com carinho, garanto que quem for ao cinema conferir não vai se arrepender. O longa transcorre de maneira leve pela telona ao longo de pouco mais de uma hora e meia de duração. Tudo Que Quero tem drama, emoção, humor, bem diluídos e na dose certa.

O elenco ainda conta: Toni Collette (O Sexto Sentido) que faz Scottie, a moça que ajuda no desenvolvimento de Wendy no lar; River Alexander (O Verão da Minha Vida) interpreta Sam, filho de Scottie; Jessica Rothe (A Morte Te Dá Parabéns) fazendo Julie, uma das pessoas que aparecem no caminho de Wendy e Tony Revolori (Homem-Aranha: De Volta ao Lar) no papel de Nemo, um colega de trabalho de Wendy.



Allegiance Theater e 2929 Productions foram as produtoras do longa. A Imagem Filmes distribuiu para o Brasil. Não foi divulgado o valor do orçamento para realizar o filme.

Escrito por: Carlo Saleme

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