Review "A Way Out"- A confiança é uma faca de dois gumes - PREMIERE LINE

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Review "A Way Out"- A confiança é uma faca de dois gumes



Josef Fares, famoso por seu trabalho em “Brothers: A Tale of Two Sons” deu a luz a mais uma obra sua, dessa vez por meio da sua empresa Hazelight Studios, a qual fez uma pareceria com a EA Originals, após Patrick Söderlund abordar Fares pessoalmente pelo seu interesse após o que tinha visto em “Brothers”.

Daí, nasceu o tesouro que é “A Way Out”.


Um jogo onde tudo que você faz é relacionado com o personagem que fica a seu lado durante quase todo o jogo. Todas as suas decisões influenciam em como a história vai se desenrolar e a necessidade de que todas as atitudes tomadas sejam pensadas não com singularidade, mas sempre em dupla, sendo que qualquer erro de qualquer um dos dois, significaria o fracasso.

Controlamos Leo e Vincent, dois condenados à prisão que tem seus caminhos cruzados. Leo, um cara que já teve sua confiança traída recentemente; e Vincent, um cara que perdeu o próprio irmão em um assassinato a sangue frio. Juntos, com um único objetivo: sair da prisão e acabar com quem tinha feito os dois irem parar em tal lugar; que por coincidência, é a mesma pessoa: Harvey.

O roteiro

Se tem uma coisa que “A Way Out” acerta sem dó é em sua história, mas principalmente em como ela é contada. Conhecemos a trajetória de Vincent e Leo, simultaneamente. Começamos entendendo tudo por flashbacks dos dois se conhecendo na prisão, até o momento da fuga e do início à procura por Harvey. Você, durante todo o processo de entendimento se prende aos personagens, ri das piadas sem graça do Vincent e de como o Leo só consegue pensar com a força; e em cada momento, se prende mais ao personagem que escolheu para controlar. Você se choca com as reviravoltas em em momentos torce pra que tudo aquilo ali seja mentira, e que tudo volte a dar certo pra dupla que de tão carismática, te conquistou.

Gráficos

Outro ponto bem forte do novo game da EA Originals é a parte gráfica, que apesar de ter alguns leves problemas de textura demorando pra carregar, é um show bem bonito, à parte. O game usa a Unreal Engine 4, e o resultado mostrado é bem satisfatório levando em 
conta o detalhamento de ambientes, sombras e o rosto dos personagens.



Gameplay

O gameplay de “A Way Out” é a coisa mais genial que Fares poderia ter pensado se a idéia era fazer com que os jogadores se apegassem nos personagens e que realmente torcessem pra que tudo desse certo no final. Tudo em coop funciona bem demais, sejam as cenas onde um dos personagens precisa distrair os guardas pra que o outro consiga pegar tal ferramenta, seja em partes que ambos precisam se ajudar pra que consigam escapar, ou em essencialmente qualquer outra parte do jogo; o modo cooperativo funciona da melhor maneira possível pelo fato de prender os jogadores.

Por exemplo, você consegue pular de um penhasco no caminho escapando da prisão, mas seu parceiro ainda está mais atrás, e provavelmente não vai conseguir. O fato de que, pra que tudo dê certo, você e seu parceiro devem apertar o botão no exato momento, ou ele cai no penhasco e a cena volta do início. É incrivelmente excitante e recompensador quando você acerta o timing certinho e consegue fácil. As perseguições em coop também são divertidíssimas e te deixam com a adrenalina correndo a mil pelo corpo.



Menção honrosa também para as cenas de gameplay com câmera lateral que são absolutamente incríveis.

Em resumo, “A Way Out” é um jogo onde você vai encontrar um liquidificador de sensações e sentimentos ao decidir conhecer a história de Vincent e Leo, e provavelmente assim como eu vai ficar boquiaberto com as reviravoltas do jogo.



O jogo está disponível para Playstation 4, Xbox One e PC.

Nota: 9/10 

O jogo foi cedido pela Eletronic Arts para que essa análise fosse realizada.

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