Siren | Tão ruim quanto parece? (Primeiras impressões)


Esqueça Aquamarine, H2O, ou mesmo a pequena sereia. Estamos falando de uma criatura mais parecida com as do universo de Harry Potter ou até Piratas do Caribe. Sereias hostis, com sede de sangue e perigosas. Mas apenas embaixo d' água?


Parece exagero, mas não é. A nova proposta da Freeform vem em forma de mistério e fantasia. Siren não lhe faz cair de amores ou surpreende em seu piloto. Na verdade você assiste tudo com certo ceticismo. Não dando nada por ela, ou esperando muita coisa.

Infelizmente ela não tem muitos pontos altos em seu piloto. Sua narrativa chega a ser forçada e carece de boas atuações mesmo que esteja cheia de boas intenções. Mas é como diz o ditado. De boas intenções o inferno está cheio. E estamos cheio de séries sobrenaturais. Dois bons exemplos são Sleepy Hollow e The Strain. Séries que tiveram seu público, pontos altos e que acabaram de certa forma, esquecidas por seus finais fracos e por perdas em seu elenco.


O elenco de Siren é mediano, o que é de se esperar de uma emissora que já lançou séries como Dead of Summer e Beyond. Séries canceladas e que não deveriam nem mesmo ter ido ao ar. Mas por outro lado, a emissora também tem séries boas em seu curriculo, como Pretty Little Liars (finalizada), The Fosters, Shadow Hunters e em breve lançará Manto & Adaga (Marvel).


Não há muito o que falar sobre o piloto. Jogando mistérios a torto e a direita e beirando ao suspense grotesco, Siren não oferece nada de atrativo. Nada que faça o telespectador pensar num futuro promissor. O que é uma pena. Mas ainda é cedo, afinal de contas, ela pode nos surpreender e mudar totalmente o rumo de sua história. Criando seu próprio universo e se tornando única na TV.
Mas nem todo é ruim em Siren, Ryn interpretado por Eline Powell (28 anos) é um belo achado. Uma escolha acertada, não só perfeita para sua personagem, mas carrega a série nas costas, sem ao menos dizer duas palavras.

Juliana Xavier
Juliana Xavier