Review | Detroit: Become Human - O futuro é logo ali! - PREMIERE LINE

NEWS

Home Top Ad

Post Top Ad

29 de maio de 2018

Review | Detroit: Become Human - O futuro é logo ali!


Quando era mais novo, games do gênero point – and – click foram paixões a primeira vista. Jogos como Broken Sword, Indiana Jones and The Fate of AtlantisDiscworld 2 foram marcantes na minha adolescência. Passaram – se os anos, ficamos órfãos com a “morte” do gênero que ressurge anos depois com uma nova forma, novas ideias e melhor do que nunca. Em 2012, a obra – prima The Walking Dead: The Game coloca o gênero em um degrau acima. Agora, em 2018, a série da Telltale ganha uma nova companhia nesse patamar, Detroit: Become Human.

Vamos viajar para o futuro

O ano é2038. A Terceira Guerra Mundial está prestes a explodir entre Rússia e EstadosUnidos na luta pelo Ártico. A tecnologia nunca esteve tão avançada e os humanosagora, tem uma nova companhia no seu dia a dia, os androides.





Criados pelaempresa CyberLife, os andróides exercem diversas tarefas de acordo com o seu “dono”.Limpar a casa, fazer o jantar, acompanhar o humano durante uma corrida pelamanhã ou até mesmo em alguns casos, são criados para proporcionar prazer parahumanos em casas noturnas. Em Detroit, vocêcontrola três personagens androides: Connor, modelo criado pela CyberLife paraajudar a polícia em diversos casos de homicídio. Kara, designada para fazertrabalhos domésticos e Markus, que cuida de Carl, um pintor cuja idade já é avançada.Cada androide possui uma historia diferente e cabe a você decidir qual o melhor rumo a tomar.

Escolha errada, morte certa

Detroit mesurpreendeu muito desde o início. Jogos nesse formato fazem o jogador decidir suasescolhas ou caminhos, mas o final é pouco (ou as vezes, nada) alterado. Com Detroit, não é assim. Cada capítulo possui um diagrama (imagem abaixo) que o jogador tem acesso aoconcluir cada capítulo.



São inúmeras possibilidades e caminhos variados. Mas nem todas as escolhas ou caminhos são as melhores a serem feitas. Aí que entra a ousadia da Quantic Dream e facilmente, um dos pontos positivos do game. Em muitos momentos, uma escolha mal pensada, um fracasso em Quick Time Events ou até mesmo diálogos mal executados, podem levar a morte instantânea de uns dos personagens. Ou pior, eles podem morrer até mesmo no próximo capitulo que aparecerem. Até o momento que escrevi esse review, presenciei no mínimo, nove caminhos que levaram a morte de Connor, Kara ou Markus. Depois de terminar o game, aindareinicio muitos capítulos e faço caminhos alternativos e desfechos diferentes, aumentando muito o fator replay do jogo.

Com o avanço da história criava - se cada vez mais, uma preocupação com o trio de personagens e as consequências de minhas ações. Os três ganharam minha admiração muito rápido e a tensão tomava conta a cada decisão importante que eu precisava tomar. As escolhas se tornavam mais pesadas ainda por conta de dois fatores que se encaixaram muito bem no game: Os NPCs e a trilha sonora.

Tão importantes quanto o trio protagonistas, os NPCs que te acompanham durante a história são sensacionais. Cada um com características e expressões diferentes. Mesmo aqueles que aparecem durante pouco tempo, te conquistam e fazem você se importar com eles. Alguns, inclusive humanos, ainda são assombrados por acontecimentos do passado. Outros preconceituosos, por não aceitarem dividir ou serem substituídos por androides no cotidiano.

A trilha sonora está impecável, Detroit faz isso muito bem. O game consegue te deixar aflito até nos momentos mais, digamos, tranquilos. A conversa mais simples com outro personagem ou um ato pacífico e o som já começa a subir. É um espetáculo a parte quando a trilha sonora resolve agir nos momentos de ação ou quando é preciso decidir a vida de um determinado personagem.

Gráficos 10, dublagem perfeita. Controles...

É o que eu sempre digo. Quando nós, gamers, achamos que já vimos tudo de melhor no quesito gráfico em uma geração de consoles, vem um novo jogo e prova que você está errado. 




O detalhe de cada personagem é fantástico. E como cada personagem é muito único, os detalhes de cabelo, barba ou expressões são de cair o queixo. O clima também dá as caras. O sol matinal, a chuva e a neve que predomina na maior parte do jogo fazem de Detroit, o jogo mais bonito que já vi nos games e mostram o poder gráfico que o Playstation 4 consegue oferecer. 

Quando comecei a jogar, fiquei na tentação de colocar o áudio para inglês, deixando apenas as legendas em português. Mas dei uma oportunidade para nosso idioma e não me decepcionei. O trabalho de dublagem é excelente e recomento muito. As legendas em alguns momentos tem trechos diferentes da dublagem mas nada que tire o brilho do trabalho bem feito pelos dubladores.

Os controles continuam sendo uma pedra no sapato da Quantic Dream. O analógico que gira a câmera é o mesmo que realiza as ações. Portanto, em várias situações no jogo, você está tentando andar e olhar o redor ao mesmo tempo e é pego de surpresa fazendo alguma interação no cenário. Houve uma pequena melhora com relação aos controles chatos de Heavy Rain, mas calma, não trate isso como um elogio. 

Conclusão

Detroit: Become Human é fantástico! A história conta com alguns clichês é verdade, mas é gratificante, não dá vontade de parar de jogar. Fiquei satisfeito com o final que eu fiz e ainda pretendo fazer os outros desfechos da trama. Infelizmente, faltou uma interação de multiplayer local, algo que a própria Sony fez em Hidden Agenda. Seria uma ótima adição você jogar com amigos off-line usando cada um seu smartphone, dando sequência a trama. Detroit é uma clara realidade que a Quantic Dream evoluiu com tempo, aprendeu com os erros em Heavy Rain, aprimorou e entregou um game que, dentro do seu gênero, é perfeito.


NOTA : 9 / 10 
















Nenhum comentário:

Postar um comentário

Post Bottom Ad

Pages