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8 de agosto de 2018

Crítica | Megatubarão - Mais do mesmo, só que diferente


Já ouviu a expressão "filme pipoca"?

São aqueles filmes que você assiste despretensiosamente, sem nenhuma lição de moral ou pensamento profundo, apenas para divertir e isso é o que é Megatubarão.

No começo, temos uma pegada de terror e a apresentação do personagem de Jason Statham que é um herói que após uma missão de resgate não sair como o esperado resolve se isolar, se aposentando. No outro núcleo temos os cientistas tentando explorar as profundezas do oceano através de uma expedição similar a primeira mostrada que também sai errado. Nesse ponto as histórias se cruzam e obviamente o único para fazer o trabalho é o brucutu querido e esse não é o primeiro clichê que o filme nos apresenta.

Nessa primeira parte temos diversas similaridades com outros filmes (óbviamente) comparações com o clássico Tubarão mas também com Alien O Oitavo passageiro, principalmente na instalação de pesquisa. Nosso vilão não demora até fazer suas primeiras vítimas inclusive, aparecendo bem mais cedo do que eu esperava.

Apesar do abuso de jump scare (técnica de fazer o monstro pular na tela quando menos se espera para causar sustos) o filme vai bem na sua proposta de aterrorizar o público. As imagens embaixo dágua não são tão confusas quanto em outros filmes do gênero, chegando inclusive a nos dar um visual bem limpo tanto quanto as imagens não submersas.

Os problemas do filme começam por não aproveitar alguns personagens, fazendo com que alguns que tiveram foco na primeira parte sejam deixados de lado sem mais nem menos na trama para dar destaque aos heróis. O elenco funciona bem, os personagens tem química e apesar das histórias que são deixadas soltas pelo roteiro cumprem bem os seus papéis.

O terceiro ato cai em uma aventura de caça com todos os clichês possíveis o que, vejam bem, não deixa o filme ruim, apenas reforça seu status de filme sem pretensão. Inclusive o plot twist até acrescenta algo ao filme, em um senso de urgência e perigo real, mas não se sai tão bem quanto o combate do segundo ato.

O 3D não prejudica o filme tanto quanto a sua classificação etária, uma vez que não sendo filme para maiores as cenas de violência e multilação que acontecem em filmes desse gênero de monstro gigante como Anaconda, Tubãrao e Do Fundo do Mar faz tudo parecer muito mais suave do que deveria.

Pela diversão, cenas absurdas e despretensão o filme merece sim ser assistido pra quem não tem muitas opções nesse mês de Agosto sem nada muito bombástico.

Nota: 3/5
Por Felyppe Mérick

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