Crítica | O Candidato Honesto 2 - Pior do que está fica sim (S/Spoiler) - PREMIERE LINE

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29 de agosto de 2018

Crítica | O Candidato Honesto 2 - Pior do que está fica sim (S/Spoiler)


"VOTE EM TIRIRICA, PIOR DO QUE ESTÁ NÃO FICA!" esse era o slogan de campanha da primeira vez que o palhaço Tiririca usou para convencer seus eleitores a darem um voto de protesto e se eleger deputado, porém o que era apenas uma frase de efeito virou um parâmetro para o que viria a seguir (calma que esse post não vai ter militância).

Em 2014 no auge do Mensalão a Globo Filmes decidiu investir na paródia do caso e lançou "O Candidato Honesto" com Leandro Hassum, humorista que vinha no seu auge de aparições na TV com "Os Caras de Pau", no teatro com "Nóis na Fita" e "Lente de Aumento" e que nos cinemas havia levado mais de 300 mil pessoas para a estréia de seu primeiro longa "Até que a Sorte Nos Separe". Era uma boa combinação.

O filme foi bem aceito no público, fez uma bilheteria de quase 6 milhões de reais, recebeu críticas mistas e o projeto não foi mais tocado, porém com toda a história recente do país, uma sequência era mais que esperada.

Pois bem, se no primeiro filme o personagem foi amaldiçoado pela avó para apenas dizer a verdade, aqui ele segue sem a cura, porém vemos que o "sistema" pode ser burlado.
De saída da cadeia o personagem João Ernesto é convencido por um partido a se candidatar para presidente da república, após seu nome ser lembrado nas pesquisas mesmo após os 4 anos de prisão. Com a ajuda da jornalista Amanda, que o acompanhou durante o primeiro filme e registrou sua prisão, ele tenta levar o país para frente, mesmo sem saber que na realidade, apenas faz parte de mais um esquema político.

Aqui o diretor Roberto Santucci retoma a parceria com Hassum que já dura a 4 filmes, porém sem chegar perto do primeiro filme, que já não era lá uma obra prima. Não me leve a mal, porém o cansaço da fórmula de trabalho para forçar o riso é evidente, fazendo quase uma maldade com o espectador que por vezes é obrigado a aturar cenas completamente sem sentido (até para um filme non sense) e ainda ser forçado a ver uma piada metalinguística de se falar mal de filme brasileiro, como uma tentativa de justificar a qualidade do material que está sendo entregue. O roteiro de Paulo Cursino é um verdadeiro show de esteriótipos e referências, apenas isso para se sustentar. Nas primeiras cenas funciona bem, mas quando se tem mais uma hora de filme a coisa fica feia. 

Aí também temos a parcela de culpa do protagonista, que evidência o exagero em todos os sentidos. O primeiro filme é inspirado em "O Mentiroso" protagonizado por Jim Carrey famoso por ser exagero nas caretas e gestos, tentando emular isso porém até com uma dose de sarcasmo, Hassum se perde nos gritos, em escatologia, fazendo piadas fora de tempo sobre seu emagrecimento e inclusive sobre o auge de sua carreira. Existem cenas improvisadas em que claramente o texto já tinha acabado, porém a tentativa de improviso para deixar a cena mais engraçada acaba justamente fazendo o oposto, alongando e piorando, como uma tentativa em vão de salvar um navio afundando com um balde.

Com exceção de Hassum e Flávia Garrafa que estão péssimos em seus papéis, os outros atores tentam limpar a bagunça. As atuações são fortes e em contra ponto a forçação de barra do protagonista são mais limpas. Por incrível que pareça um ator interpretando uma mistura de Michel Temer com Drácula é menos forçado que um candidato que apenas tem que falar a verdade. E a cena final... Aaaaa a cena final.

Com um final presunçoso com lição de moral, uma metalinguística barata, o filme se fosse honesto com você, diria: Pior do que está, fica sim.

Direção de Roberto Santucci e estreia marcada para o dia 30 de agosto.

Nota: 1/5

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