Crítica | O Protetor 2 - Competência e respostas - PREMIERE LINE

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Crítica | O Protetor 2 - Competência e respostas


Quando os estúdios decidem fazer uma continuação, os fãs geralmente ficam animados por um seguimento da história na qual se prenderam e querem mais. Mas e quando além de continuar uma história a sua sequência preenche as lacunas do primeiro, mesmo não seguindo necessariamente a mesma história? Nesse momento esse filme se torna melhor.

Voltamos a acompanhar Robert McCall que decidiu seguir na sua vida de vingador em pequenos casos, sem chamar a atenção da polícia porém, diferente do primeiro filme, aqui mergulhamos na história de vez. Se no primeiro filme fica tudo meio nebuloso sobre o passado do personagem, aqui temos as respostas necessárias e personagens que complementam as novas informações lançadas em uma trama mais íntima porém maior que o filme anterior.

Todos os elementos de ação são aproveitados na trama do filme, que presta homenagem aos movimentos e cagoetes do original porém também não acrescenta nada de novo. Na parte de fotografia o trabalho segue impecavel apesar da mudança do responsavel assim como toda a parte cenográfica que tem uma palheta de cores mais cinza, dando uma característica a franquia. 

Os novos integrantes do elenco mostram uma mistura interessante, colocando Pedro Pascal novamente em um filme de ação que é uma continuação, assim como foi em Kingsman 2. Denzel consegue passar naturalidade no papel, uma vez que sai de sua zona de conforto pelo fato de nunca ter feito uma sequência em sua carreira. Mudando da figura de salvador sem rosto para uma coisa mais paternal nesse filme, devido ao núcleo que mora no mesmo cortiço, propositalmente feita pelo tema do filme, que se torna uma caçada pessoal uma vez que a única pessoa que sabia que o personagem não estava morto é vítima de queima de arquivo. O passado de McCall aos poucos vai se destrinchando ao mesmo tempo que se une a trama de forma orgânica e bem apresentada.

O que enfraquece o roteiro é que como no primeiro filme não tivemos uma base forte sobre as raízes do personagem, sendo um filme focado apenas na vingança em si, a sequência peca em fazer com que as relações sejam criadas rápidas, em partes funcionando e em outras deixando a desejar, como no próprio segundo ato. O desenrolar não apresenta nada de novo, nada de plot twist, nenhuma adição a futuros filmes de ação, nenhuma revolução, mas acerta em cheio em ser conciso e entregar o que promete.

Para quem não tinha uma sequência na carreira, foi uma boa escolha de volta a um papel.

A direção é de Antoine Fuqua, conhecido por "Sete Homens e um Destino" e "Invasão à Casa Branca". O elenco é composto por Denzel Washington (Dia de Treinamento)Pedro Pascal (Narcos)Melissa Leo (Snowden)Tamara Hickey (The Associates) e Ashton Sanders (Moonlight: Sob a Luz do Luar).

O Protetor 2 estreia em 16 de agosto nos cinemas brasileiros.

Nota: 3.5/5
Por Fellype Merick

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