Crítica | Slender Man (O Pesadelo Sem Face) - Não é ruim, mas fica devendo - PREMIERE LINE

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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Crítica | Slender Man (O Pesadelo Sem Face) - Não é ruim, mas fica devendo


Lembro bem de lá no começo dos anos 2000 termos o primeiro terror viral com A Bruxa de Blair. Era uma época nas quais a internet não era tão acessível, fazendo com que o documentário falso ganhasse uma força extra em sua divulgação e criação de um mito, Slender Man vem justamente na contra mão. Uma história da creepypasta que gerou um burburinho alto em 2016 fazendo muita gente ter medo real e depois se tornando em um mito moderno.

O filme conta a história de quatro amigas que após uma noite de bebedeira resolvem procurar pelo monstro e acabam vendo um vídeo (alô O Chamado, beijos) de um site estranho. Após o vídeo, pesadelos, aparições e o sumiço de uma delas faz com que o monstro tome uma forma brutal inesperada.

A receita é de terror adolescente, porém a sua execução anseia mais. Realmente se esforça para fazer o filme não cair em um formato batido ou clichê, é sua benção e sua maldição. Se por um lado é ótimo você modernizar o mito, transformar um pouco sua história para se adequar, por outro lado um excesso de modernidade as vezes te tira da imersão.

Porque ao mesmo tempo que fazer do Slender Man deixar de ser apenas um mosntro que sequestra crianças, para algo similar a uma maldição, fica complicado comprar que o monstro consiga hackear um celular e te fazer uma chamada via Skype. Ao mesmo tempo que você compra a loucura das meninas ao longo do filme, fica complicado você ter pais tão ausentes a ponto de casas serem invadidas por adolescentes o tempo inteiro sem que ninguém ao menos tranque uma porta.

As atuações são tranquilas, nada muito exigente e nem mal feito, com destaque principalmente para a atriz Joey King (que faz a personagem Wren), culpa de um roteiro que não leva algumas respostas as perguntas e nem te aprofunda nos personagens o suficiente para que suas emoções sejam completamente exploradas.

Se as atuações não comprometem, alguns problemas podem ser notados na montagem do filme. As cenas com celulares são feitas a grosso modo, algumas tomadas de câmera são má aproveitadas e uma única cena com GoPró faz parecer que o filme passou meio rápido na sala de edição.

Uma premissa interessante, com uma execução não muito boa, fazem Slender Man - O Pesadelo Sem Face parecer um grande desperdício de potencial.

Com direção de Sylvain White, a estréia será dia 23 de agosto no Brasil.

NOTA: 2/5
Por Felyppe Merick

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