O Bosque | Mais uma série policial? (crítica c/spoilers) - PREMIERE LINE

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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

O Bosque | Mais uma série policial? (crítica c/spoilers)



La Foret ou O bosque chegou na Netflix como muitas outras produções originais, sem muita divulgação, mas que em sua maioria são boas opções para quem procura algo mais fora da caixa.

O bosque não é a melhor série do mundo. Longe disso. Mas em seu gênero policial/mistério consegue prender do começo ao fim. Sem necessidade de artifícios caros ou mirabolantes. A série na verdade trata seus plot twist como um básico "feijão com arroz". Talvez a falta de reação visceral dos atores contribua para essa amenidade nos acontecimentos da série. As últimas séries francesas que vi careciam da mesma coisa. A falta de atuação com mais emoção.



Se você está acostumado com atuações incríveis, convincentes e comoventes, mesmo que de coadjuvantes, como em Law and Order SVU, por exemplo. Esqueça. Você não vai encontrar aqui. Os personagens são mais controlados. E mesmo quando explosivos não parecem profundos ou a flor da pele. O que pode ser um problema para os que não estão acostumados a produções não americanas. 



Já a história de O bosque em si é intrigante e cheia de camadas. É quase como se um acontecimento abrisse uma caixa de Pandora. Um desaparecimento que levou a assassinato, que levou a pornografia e prostituição de menores. Há sequestro, traição e por ai vai. É um prato cheio para os que gostam de uma boa investigação cheia de reviravoltas. E felizmente a série não se perde em meio a tantas informações e tantos acontecimentos. E por ter apenas 6 episódios nada aqui é aleatório ou parado. A série toda impõe um ritmo, apenas desacelerando no episódio final.



Mas ela tem seus defeitos. O maior deles fica para todos os policiais que aparecem em cena. Nenhum deles parece saber o que é contaminação de provas. Há todo momento você vê um oficial pegando na prova encontrada com as mãos sem luva. Mexendo e movendo de lugar. Chega ser angustiante. E sem noção. Não há sala de interrogação e sequer um psiquiatra na cidade. Parece ser aquela cidade tão pequena que o padeiro é também médico e açougueiro sabe?


E é inaceitável que o delegado em nenhum momento afaste sua parceira do caso. Onde episódio após episódio ela foi contra tudo que representa ética e moralidade. Ela simplesmente estava envolvida demais. Todo mundo sabe. Quando um paciente ou vítima é conhecido, o familiar é afastado. Regra básica. 



A professora é outro ponto estranho. Tudo bem ela conhecer as meninas já que são suas alunas. Mas se entrometer tanto assim no caso? Achar evidências do nada e ainda contamina-las e não sofrer qualquer censura? 

Na verdade a série se firma em conveniências. Tudo bem que haja três protagonistas, mas manter coerência é algo bem simples. 



O Bosque também peca em entregar o assassino. Um homem que mal fala nada quando enfim descoberto. Não revela seus motivos, sua "doença". Nada. Ele assim como é descoberto, morre. Sem deixar qualquer lembrança que um dia fez diferença.

Em resumo, O Bosque é uma boa pedida para quem quer algo viciante e rápido. Se vale a pena? Sim. Mas talvez um episódio de Law and Order SVU seja mais satisfatório no final.

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