CRÍTICA | A Primeira Noite de Crime - Igual as outras, só que diferente - PREMIERE LINE

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

CRÍTICA | A Primeira Noite de Crime - Igual as outras, só que diferente


Os anos 2000 vieram forte para o cinema com a tendência de se criar franquias, filmes como Matrix, Harry Potter e Senhor dos Anéis influenciaram as grandes produtoras a sempre terem continuações de suas histórias e mais tarde criando até mundos inteiros para si como o universo Marvel e DC nos cinemas.

Sendo assim a uns anos atrás veio um filme do seguimento slasher (filmes com assassinos estilo Sexta Feira 13, Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado e Pânico) com uma história muito simples: Todos os crimes durante uma noite no ano são permitidos pelo governo. Assim surgia Uma Noite de Crime, que depois veio a ter 2 sequências, uma série vindoura e agora um prequel (filme que se passa antes do primeiro da cronologia).

No novo filme somos apresentados a um partido novo que surge em meio a uma crise nos EUA na qual os empregos estão escassos e a onda de violência cresce rapidamente, fazendo com que a sociedade esteja a beira de um colapso. Para tentar driblar isso o presidente propõe um experimento social no qual uma ilha de baixa renda com altos índices de criminalidade teria a liberdade de se fazer o que quiser, para que as pessoas se engajem o governo dá uma bonificação de 5 mil dólares para quem não deixar a ilha e bônus para quem cometa crimes.

Em nenhum momento a trama pensa em se levar a sério, a pesar de que se propõe a fazer várias críticas ao governo de Donald Trump, com umas sacadas muito boas como por exemplo não existir pessoas negras e nem hispânicas no partido, assim como não existem pessoas brancas na ilha. Apesar disso o filme segue investindo nos clichês que já existiam na franquia e acaba desenvolvendo mal a sua reviravolta, abandonando-a para se tornar um filme de ação em seu ato final (palmas para Michael Bay produtor do filme que soube segurar a mão em suas explosões). Se essa parte é ruim o que se salva é a atuação e Y´lan Noel, que por mim deveria ser o novo Blade nos cinemas. O ator passa segurança e apesar de seu personagem ser profundo como um pires consegue dar alguma vida a trama.

Desperdiçando seu potencial para tornar-se algo mais profundo porém ainda sendo um bom divertimento Primeira Noite de Crime segue o tom do resto da franquia, nem inovando e nem deixando a qualidade cair. 

Dirigido por Gerard McMurray o filme estréia dia  27 de setembro de 2018.

NOTA: 3/5

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