Crítica | Alfa - É Mogli sem Mogli - PREMIERE LINE

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Crítica | Alfa - É Mogli sem Mogli


Receita de filme: Pegue As Aventuras de Pi, coloque uma pitada de Mogli e uma cobertura de Canal Off e temos um novo produto!

Pois nessa pegada eis que a Sony lançou seu novo filme, Alfa, que nos leva para 20.000 anos atrás na Europa e nos apresenta Keda (Kodi Smit-McPhee) um jovem filho do líder de sua tribo que vai para sua primeira caçada antes da última era do gelo. Acontece que a caçada dá errado e o rapaz é acertado por um bisão e é dado como morto, porém ele sobrevive ao ataque e agora precisa voltar para sua casa antes que a nevasca cubra a trilha e o deixe sem condições de voltar.

A trama de sobrevivência com adolescentes não é uma coisa nova, tivemos inúmeros filmes assim então o que faria Alfa diferente?

Aqui as apostas ficam altas por conta da atuação de Kodi e dos cenários que são construídos ao longo da trama, porém o roteiro tem um pouco de dificuldade de nos entregar todo o drama proposto. Tudo sobre o menino e o lobo, o qual ele apelida de Alfa (só me vem o meme do Family Guy "eles disseram o nome do filme") é resolvido de maneira muito veloz não deixando que as cenas mais intensas envolvam o espectador, tirando toda a sensação de perigo e abandono que o filme quer passar.

O CGI em alguns momentos fica muito parecido com uma cut scene de jogo, principalmente pelo fato de que o lobo por hora é um cachorro real e em outros momentos, para se fazer uma reação dele na qual o cão não era adestrado, eles usavam o lobo de computador para rosnar, que deixa uma sensação muito estranha sobre o material final. Mas se de um lado o CGI prejudica os animais o mesmo não se pode dizer dos cenários, claro que tirando uma cena ou outra (principalmente nas interações com o fundo verde) a sensação era de se estar vendo um documentário do National Geographic no melhor sentido da coisa. As transições de estação ou de paisagem são bem impressionantes, tão fora da curva que as vezes se fica perguntando se não foi coisa demais para o filme o qual estávamos vendo a um minuto atrás.

O filme não é ruim, mas a sensação de que nada acontece é evidente. As vezes se arrasta quando devia ser mais ágil e se acelera quando deveria ser mais lento, o ritmo é inegavelmente o seu maior inimigo.

Outro detalhe: Para os interessados NÃO EXISTE CÓPIA LEGENDADA no Brasil. O filme veio para a terra tupiniquim apenas dublado.

Dirigido por Albert Hughes o filme estréia no dia 06 de setembro.

NOTA: 1.5/5

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