CRÍTICA | Pé Pequeno - Já diria ET Bilú: "Busque Conhecimento" - PREMIERE LINE

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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

CRÍTICA | Pé Pequeno - Já diria ET Bilú: "Busque Conhecimento"


A tendência de filmes infantis porém com uma mensagem forte por trás dos traços bobos é mais ativa do que nunca. Steven Universo gerou um alvoroço a uns tempos por ter casais LGBTQ+ e falar bastante sobre preconceito, Divertidamente tratou de depressão infantil e Toy Story 3 falou sobre amadurecimento. É um novo conceito de não tratar a criança como burra e além de ensinar os pequenos os pais também absorverem algo durante essas horas sentados.

Então somos apresentados a Migo, um adorável Yeti que sempre sonhou em seguir os passos do pai em seu trabalho como "despertador da cidade", porém no seu primeiro dia ele acaba errando seu alvo e indo parar em um lugar isolado de sua montanha, na qual ele conhece um humano. Segundo sua cultura os humanos não existem e ele fica achando que viu um monstro, o "pé pequeno". A partir daí ele começa a se questionar sobre as leis de seu lar.

O design é incrível, com Yeti´s com varias proporções, colorações, chifres diferentes e estilos de pêlos também. Os cenários são bem ricos em qualidade de detalhes também coisa que não é nível Frozen de detalhismo, porém feito com muita atenção. As montagens musicais auxiliam a trama a ir para frente, fazendo com que todos os detalhes mais "chatos" ou mais "pesados" da trama sejam explicados para as crianças de forma clara e grudenta, tendo inclusive uma gama extensa que foge ao musical normal, com sons mais teatrais, cover de Queen e até mesmo um rap.

Vou confessar que eu demorei para aceitar os personagens da trama, porém ao longo do filme o roteiro vai justificando as personalidades de cada um, inclusive a história quando parece deixar um furo logo é ajeitada em seu final. O ponto negativo aqui fica pela sensação de que o filme é mais longo do que realmente é por conta do seu meio ser um tanto quanto arrastado em questão narrativa, mas mais uma vez, isso é justificado pela jornada na qual o personagem principal está passando.

Lembra da tendência da qual eu mencionei no começo? Pois é, o meio do segundo e o terceiro ato do filme são um gigantesco tapa na cara dos adultos, principalmente nos tempos que vivemos hoje. O filme faz questão de mostrar que o medo e o controle são reações naturais a violência, que por sua vez é gerada na maioria das vezes pela falta de comunicação. É realmente poderoso o que o filme diz com relação a isso e não direi mais por causa dos spoilers.

Dirigido por Karey Kirkpatrick (de as Crônicas de Spiderwick) o filme estreia dia 27 de setembro de 2018.

NOTA: 3.5/5

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