CRÍTICA | Halloween - Um clichê bem feito - PREMIERE LINE

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CRÍTICA | Halloween - Um clichê bem feito


Em se tratando de terror nós sabemos que várias coisas se repetem dependendo do tema. Jumpscare (técnica de fazer o personagem saltar gritando na tela para assustar) em filmes de espíritos, vampiros sempre são bonitões e descolados e em filmes de assassinos em série não é diferente. A diferença é saber fazer a mesma coisa de maneiras diferentes e nisso essa continuação acerta.


Entendam que quando uma coisa é clichê, ela só se tornou um porque dá certo. Por isso os filmes tem estruturas parecidas em vários aspectos. 


Quatro década depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada.


O filme é uma continuação direta do primeiro filme "Halloween - A Noite do Terror" na qual a personagem Laurie sobrevive ao ataque do psicopata que dessa vez planeja sua fuga na noite de halloween (OLHA O NOME DO FILME AÍ ROGERINHO). O novo longa ignora todos os acontecimentos das 7 continuações (sim são oito filmes) e obviamente seu reboot (2007) assim como a sequência do mesmo.


Laurie teve uma filha que cresceu totalmente desgarrada de sua mãe pela paranoia de um possível retorno de Michael, que além de atrapalhar sua vida também repercute em sua família. Mas como todos sabemos a desconfiança e o preparo são reais.


Um dos pontos altos do filme é a simplicidade: Nada de tentar reinventar a fórmula, de reescrever o gênero ou de ser "mais realista" (moda desde Nolan em Hollywood). Mas uma coisa precisa ser dita, esse filme reconhece os próprios erros.


O gore (técnica de mostrar órgãos sendo cortados, partidos ou estourados) que é muito comum nesses filmes aqui existe, porém é muito mais sutil, assim como a nudez que também é uma característica bem usada nesse estilo.


O roteiro não dá voltas mas faz com que as mortes sejam quase cotidianas, uma coisa menos apelativa. Com algumas das mortes acontecendo em segundo plano a história principal acaba seguindo seu curso natural e cria até uma cena muito bem feita de quando Michael recupera seu rosto.


Com relação as atuações nada extraordinário, mas devo dizer que como a velha doida traumatizada a atriz Jamie Lee Curtis segura muito bem as pontas. O restante do elenco não brilha e nem compromete.


A direção do filme brinca bastante com as marcas registradas, o jogo de câmera que se arrisca uma cena ou outra a fazer algo de diferente e até algumas reversões de cena, fazendo algumas coisas clássicas do assassino sejam colocados na vítima. 


Quem é fã do gênero slasher pode ficar muito tranquilo pois aqui temos uma homenagem perfeita e um alerta também: Esse gênero não morreu!


Dirigido por David Gordon Green (O Que Te faz Mais Forte) o elenco que conta com Jamie Lee Curtis (Scream Queens), Judy Greer (Archer), Virgínia Gardner (Os Fugitivos) entre outros o filme estreia no dia 25 de Outubro de 2018 no Brasil.


NOTA: 4/5

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