CRÍTICA: Nasce Uma Estrela - Alô, é do Oscar? - PREMIERE LINE

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

CRÍTICA: Nasce Uma Estrela - Alô, é do Oscar?


Geralmente os filmes que concorrem ao Oscar não são muito a minha praia, uma vez que eles são todos feitos em um modelo pré fabricado, com todos os quesitos que a academia gosta. Um personagem principal sofrido, uma história de superação americana, uma biografia de algum herói nacional para inspirar o povo porém Nasce Uma Estrela é diferente, é claramente para ganhar o prêmio, porém se permite ser menor, ser mais doce e menos pré fabricado.

Para quem não sabe o filme é um remake de uma história que foi contada várias vezes no cinema. Tivemos em 1937, 1954 e a mais recente em 1977 estrelado pela diva Barbara Streisand mas pegou muita gente desprevenida. 

A jovem cantora Ally (Lady Gaga) ascende ao estrelato ao mesmo tempo em que seu parceiro Jackson Maine (Bradley Cooper), um renomado artista de longa carreira, cai no esquecimento devido aos problemas com o álcool. Os momentos opostos nas carreiras acabam por minar o relacionamento amoroso dos dois.

Se a história já tinha sido contada tantas vezes como eu mencionei, o que há de novo para se falar dela? Talvez tudo.

É inegável a voz de Lady Gaga apesar de eu não achar nada primoroso nas atuações dela. Ela faz o feijão com arroz na trama me dando uma impressão de balanço: Em momentos no qual ela tem que cantar, a cena é completamente dela e não tem como não se encantar. Quando é colocada para atuar, Bradley Cooper sempre a deixa em segundo plano. 

Não me entendam mal, mas parece aqui que temos a melhor atuação da carreira do galã sem qualquer exagero. Não tem afetação, não tem forçação de barra para ser AQUELA atuação de Oscar. É lindo e visceral por ser crível, palpável e uma história que vemos acontecendo com vários artistas da nossa época.

O roteiro é sensível e o próprio Cooper soube como dosar as emoções em sua direção. Sendo sempre simples e direto. As músicas são um show a parte, nunca sendo APENAS números musicais e sim uma parte muito importante da trama para contar a história. Nada aqui é de graça ou presunçoso. Tudo é bem amarrado, sem barrigas e apesar do filme parecer em um momento ficar repetitivo pelas crises de alcoolismo de Jackson, o propósito fica claro ao seu final, de deixar explícito a pressão que o personagem sofre.

Dirigido por Bradley Cooper, no elenco Lady Gaga (American Horror Story), Bradley Cooper (Guardiões da Galáxia), Sam Elliot (The Ranch), Anthony Ramos (Will and Grace) entre outros o filme estreia no Brasil dia 11 de Outubro de 2018.

NOTA: 4.50/5 

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