CRÍTICA | O Apóstolo - Desconforto e suspense, sentidos na pele - PREMIERE LINE

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

CRÍTICA | O Apóstolo - Desconforto e suspense, sentidos na pele





No último dia 23 de setembro, a Netflix divulgou o trailer de um novo filme de suspense/terror, que contaria a história de um culto religioso, localizado em uma ilha remota na qual a irmã do protagonista estaria sendo mantida como refém. Desde o trailer, mantive uma expectativa alta por vários fatores, como o diretor ser famoso por trazer cenas de violência muito bem-feitas, o assunto se tratar de fanatismo religioso, que para mim é um ponto extremamente válido. Além do trailer em si, que trouxe cenas interessantes e que te deixavam com aquele gostinho de quero mais.

A história em si, nasce e cresce um pouco confusa, mas sempre mantendo quem assiste a par de pelo menos um pouco. Thomas, o personagem principal, é interpretado por Dan Stevens (Legion) e ele soube muito bem como desempenhar um papel fantástico na trama. Thomas segue para a ilha por ordem de seu pai, após o recebimento de uma carta dizendo que a irmã só seria entregue mediante um pagamento generoso. A ilha segue uma rotina rígida, onde o fanatismo religioso reina e todos tratam a Malcolm, interpretado por Michael Sheen, como um profeta da palavra da Deusa que existe lá.



Um dos pontos que mais me chamou a atenção, no filme, foi a ambientação retratada na ilha. Tudo parece sufocante, tudo parece que pode dar errado a todo momento. É a mesma sensação de agonia que você tem quando toda hora olha para trás, em lugares escuros ou apertados. Thomas se encontra em situações em que quase é descoberto diversas vezes, e isso faz com que, quem assiste, fique agoniado com a proximidade da tragédia.

Já com a base da ambientação, volto a falar da atuação dos personagens. Thomas é, sem dúvida, o destaque. Ele conseguiu demonstrar todas as emoções que você sentia, assistindo ao filme. Você consegue ver alguém assustado e incapacitado, se tornar alguém que você poderia até sentir medo, ao encontrar na rua. Ele se torna uma pessoa amável e compreensiva, e no mesmo momento já tem sua expressão dura e séria. A pessoa perfeita para o papel e que soube passar exatamente a atmosfera do filme que era entregado.



Além disso, outro ponto extremamente favorável, foi o som. A mixagem combinou com exatamente tudo! Todas as cenas tinham sua trilha sonora perfeita para o momento e que elevava mais ainda as sensações que o filme passava.

No geral, “O Apóstolo” é um filme interessante e que traz suspense, e talvez até um pouco de desconforto nas cenas que traz uma violência mais pesada e visceral, que são até numerosas. Mas que entrega um produto que faz jus ao seu trailer e entrega um filme que aborda até o nível de religiosidade que seria o limite.

Com uma atmosfera pesada, uma trilha sonora excelente e atuações no mesmo nível, é uma obra de suspense muito recomendada aos fãs do gênero.



O Apóstolo já está disponível na Netflix, com direção de Gareth Evans.

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