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terça-feira, 9 de outubro de 2018

CRÍTICA | O Primeiro Homem - Um grande passo para o Oscar


É inacreditável como um diretor de 33 anos está deixando os velhos babões da academia de cabelo em pé de tempos em tempos e com cada vez mais trabalhos bem feitos.

A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais.

As vezes é chato e repetitivo alguns tipos de elogios, mas venhamos e convenhamos em 2014 quando o mundo viu Whiplash se encantou com o visual, a direção e como a história era conduzida. QUEM ERA O DIRETOR E O ROTEIRISTA DAQUILO? Lá o grande público conhecia Damien Chazelle. Sim eu sei que tem uma monte de fã raiz aí que vai falar "ain mas ele já tinha feito filme antes" e sim eu sei, porém "Guy and Madeline on a Park Bench" não chegou a passar em circuito e acabou não sendo divulgado para o grande público. 

Dito isso eis que o novo filme do diretor trata do maior sonho americano já realizado na história: A chegada do homem a lua. O filme se passa durante toda a corrida espacial e mostra como os EUA foram forçados a acelerar o projeto e contar com a sorte e a genialidade de Armstrong para passar a frente da Rússia na questão de tecnologia. 

Durante a passagem de tempo vemos como Neil se desgastou psicologicamente e fisicamente, vemos suas relações familiares, amizades e tudo que o cerca sofreu. Nisso tenho aqui que bater palmas para o roteiro que faz com que o filme não tenha pontas e utilize call back para emocionar. A dupla Ryan Gosling e Claire Foy estão ótimo no filme, apesar de parecerem a primeira vista meio travados, se entende que toda a briga não precisa ser verbalizada e sim que a dor já foi sentida tantas vezes que nem se abatem visivelmente mais.

E se tem uma coisa a ser elogiada aqui também é a parte técnica... Jesus que fotografia maravilhosa! Isso vai desde recriação de época, até as cenas no espaço e o CGI maneiríssimo para as cenas no espaço. Mas o destaque mesmo fica por conta das cenas DENTRO da nave. A sensação de solidão, perigo, claustrofobia te fazem ficar torcendo o tempo inteiro para tudo dar certo, mesmo você já conhecendo o final da história.

Me esforçando um pouco para encontrar algum defeito no filme ele se alonga demais, tendo oportunidade para acabar uns 15/20 minutos antes e a falta de passagem de tempo. Tudo parece ocorrer muito rápido, mesmo com o próprio filme te falando que se passaram anos uma vez que nem as roupas e nem os cabelos ou fisionomias mudam.

Dirigido por Damien Chazelle, no elenco Ryan Gosling (La La Land), Claire Foy (The Crown), Jason Clarke (A Maldição da Casa Whinchester), Kyle Chandler (A Noite do Jogo), Corey Stool (The Strain) entre outros o filme estreia dia 18 de Outubro de 2018 aqui no Brasil.

NOTA: 4.75/5

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