Review | Assassin's Creed Odyssey: Casos de família, bestas mitológicas e o melhor AC da nova geração - PREMIERE LINE

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Review | Assassin's Creed Odyssey: Casos de família, bestas mitológicas e o melhor AC da nova geração



  Após o hiato de Assassin’s Creed, de um ano sem jogos consecutivos, a Ubisoft nos trouxe algo mais voltado ao estilo RPG, do que o que os outros jogos da série traziam, e isso marcou uma nova era para a franquia da Ubisoft. Após isso, veio o anúncio de que a série voltaria a ser anual, com o lançamento de Assassin’s Creed Odyssey. Um jogo que desde seu início, e após um divisor de águas como foi Origins, era visto com um pouco de cautela em relação à suas expectativas.

E assim, sob uma um olhar desconfiado, o jogo foi lançado.



Odyssey conta a história da família de Alexios, ou caso você escolher, Kassandra. Mas o lance da escolha é o seguinte, logo no início do jogo, na primeira inserção de Layla (a personagem dos dias atuais) no Animus, você é confrontado com a possibilidade de controlar um dos dois personagens principais. O grande detalhe é que, depois de escolhido, é com tal herói que você jogará até o fim, sem a possibilidade de mudança.

O novo jogo da franquia segue basicamente os mesmos moldes de gameplay de seu antecessor, Origins. Mas, vindo da opinião de alguém que jogou os dois, eu te digo: Odyssey é uma evolução absoluta acima de Origins; seja em gameplay, seja em questão gráfica, seja em roteiro da história ou até mesmo em organização do jogo, que nesse novo capítulo, se tornou algo bem mais intuitivo e não tão complicado de se entender como em Origins, que foi um dos fatos que me desanimou no jogo, o excesso de mecânicas mal usadas de RPG. Em Odyssey, você não vê isso, tudo que está ali tem seu propósito e ele é claro.



Outro ponto que foi muito bem aperfeiçoado no novo ano da franquia, foram os equipamentos. Você pode escolher entre lanças, espadas, machados, arcos diferentes e também armaduras. Cada uma das armas, ou partes de sua armadura, tem suas próprias vantagens. Por exemplo: vamos supor que você seja um jogador, que prefere avançar no jogo de um modo mais furtivo, logo, escolherá armas, ou armaduras que dão mais dano de assassinato e assim tornar os abates silenciosos mais fatais. E além disso, você pode também entalhar vantagens em seus equipamentos, com o limite de uma por arma ou armadura, que complementa as já existentes. Ah, e além dos equipamentos, o sistema de progressão também melhorou muito, trazendo habilidades extremamente úteis e interessantes.

Esse sistema de vantagens é extremamente útil, pelo fato de você conseguir personalizar do seu próprio jeito o estilo que joga. Admito, que no início demorei um pouco pra entender toda a mecânica e tirei um tempinho também para sentir falta da saudosa hidden blade, mas o que ocupou o lugar dela dá muito mais possibilidades.



Agora, falemos do gameplay, levando já em conta que o parkour melhora cada vez mais, mas vamos falar de combate. Ainda é estranho usar uma mecânica de luta parecida com a saga Dark Souls, onde você tem os ataques pesados e leves, usando RB e RT, ou R1 e R2. Mas, no caso de Odyssey, tudo ficou melhor ainda quando foi inserida a roda de habilidades, logo nos botões LB ou L1, para distâncias curtas, e LT ou L2, para longa distância. Os combos que você consegue encadear usando uma diversidade de ataques e uma habilidade especial, por exemplo, são incríveis. As finalizações também são algo de brilhar os olhos, onde você até se surpreende na criatividade usada para cria-las. Além dos elementos de ataque, a defesa e principalmente, o movimento de evadir os golpes, ficou bem mais fluído e melhor no novo ano.

Algo que me agradou muito também, que é novidade: o sistema de Mercenários. Funciona assim, um líder inimigo contrata um mercenário, e tal mercenário não descansa até que te encontre, e pelo menos tente te matar. São desafios ótimos e inesperados, a qualquer momento você pode ser achado e obrigado a começar um combate incessante.
Já na questão gráfica, Assassin’s surpreende. A Ubisoft trouxe um jogo bonito, colorido e vivo, a todo momento. Os personagens são bem feitos, as expressões na maioria das vezes funcionam e você pode ver que a Grécia antiga está viva, bem ali, na sua frente. Fauna e flora são partes enormes do novo jogo, onde tecido se torna um bem valioso, para aperfeiçoamento tanto dos equipamentos, como do navio. Madeira é um pouco mais escassa, mas extremamente útil, principalmente em melhorias no navio. Você também pode coletar pedras, pedras preciosas e o mais importante, dracmas.



E uma coisa que eu sentia muita falta, desde o querido Assassin’s Creed: Black Flag, era a sensação de animação e medo, ao entrar em uma batalha naval. Odyssey trouxe um dos melhores sistemas possíveis nesse quesito, possibilitando a melhora do navio, a partir do menu principal e com melhoras realmente significativas e que, querendo ou não, deveriam ser feitas para que você conseguisse chegar em certos lugares do mapa. Apesar de pecar um pouco na falta de opções de customização, nada ofusca o quanto acertaram nas batalhas navais do novo jogo.

E agora, o ponto mais interessante no jogo pra mim: roteiro.

A mitologia grega é uma das coisas mais vastas e maravilhosas possíveis, trazendo histórias e pessoas incríveis, inteligentes, guerreiras; animais mitológicos com pele impenetrável e mulheres com cabeças cheias de cobras, que podem te transformar em pedra. Odyssey soube se aproveitar de cada coisa boa da mitologia em que se encontrava, e trazer ela, seja como elemento ou como adição ao seu roteiro, que por si só já era uma promessa boa por não focar na mesma ladainha de Assassinos vs Templários que era o motivo da franquia até então. Trazendo um foco maior na família de Alexios, a sequência de Origins surpreende, e muito na história. Odyssey é muito mais que uma briga entre duas facções. É um jogo que te faz sorrir, chorar por perdas inimagináveis, torcer para que Esparta ou Atenas vença a guerra, admirar as paisagens e imaginar como seria uma vida em um lugar tão lindo e intocado pela civilização; mas claro, sem esquecer de alguns bugzinhos que não podem faltar.



Assassin’s Creed Odyssey é uma homenagem incrível ao que para mim, é a mitologia mais estonteante e importante já vista na história humana, e também a melhor surpresa do ano.

O jogo já está disponível para Xbox One, Playstation 4 e PC, e é uma compra certa para fãs da saga e de mitologia.

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