Review | Nier: Automata - Corpo de metal, mas coração humano - PREMIERE LINE

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Review | Nier: Automata - Corpo de metal, mas coração humano



Quando o método mais cinemático de contar histórias tornou-se algo comum no meio dos videogames, fomos agraciados com diversas histórias incríveis, e um tipo singular de jogo surgiu: Sabe aquele jogo que uma vez que você termina a história, você fica perplexo, pensando em todos os eventos e surpresas que aconteceram em sua frente? Cada geração de videogames possui ao menos um que cause esse tipo de reação, seja ele Metal Gear Solid 2, Spec Ops The Line, ou o caso da geração atual de consoles: Nier Automata. Claro, ele não tem as várias quebras de quarta parede que MGS2 tem, ou o fator chocante e aterrorizante trazido por Spec Ops, mas ainda é uma obra que promove muita reflexão após seu término, e isso é fantástico.

NieR: Automata é um jogo feito pela Platinum Games, dirigido por Yoko Taro, lançado em 2017 para PS4 e PC, e com uma versão de Xbox One lançada em Junho de 2018. Nier conta a história de dois androides, 2B e 9S, lidando com as máquinas, seres criados por alienígenas que invadiram a Terra, forçando a humanidade a se esconder na Lua e desenvolver tais androides para recuperar seu planeta. O enredo tem seu nível de complexidade, porém, conforme os eventos acontecem, ele torna-se brilhante. Nier é sobre o que é ser humano, sendo que muitos personagens importantes não são seres humanos, porém, eles constantemente fazem coisas, agem e sentem como nós humanos sentimos. Esse questionamento acerca do que é a humanidade é discutido pelo jogo todo, nas main quests e missões paralelas, de forma inteligentíssima.



Em relação a gameplay, o jogo não peca em nenhum aspecto. A jogabilidade é fluida, com um número de armas e técnicas de combate que impede o jogo de ficar cansativo ou maçante. Nier mistura hack’n’slash com os jogos conhecidos como “bullet hell”, onde centenas de projéteis cobrem a tela e você precisa desviar deles, ou, no caso de Nier, destruí-los. O jogo não é fácil, caso não se desenvolvam bons reflexos e não saibam posicionar sua personagem em meio ao mar de balas e raios, você terá muita dificuldade, ainda mais em modos mais difíceis (o modo very hard do jogo é one-hit-kill, ou seja, qualquer dano mata a personagem).

Um fator que engrandece a jogabilidade é a customização da sua experiência. Os protagonistas possuem chipsets, com vários chips já instalados. Esses chips tem funções variadas, desde coisas como mostrar o mapa, a barra de vitalidade do personagem ou a de ataques especiais, o medidor de experiência ganha, entre outros. Você pode instalar mais chips na placa, que alteram a gameplay de diversas formas, seja com melhorias em dano, em defesa, em recuperação de danos, ou mesmo com mudanças substanciais, como desacelerar o tempo caso uma esquiva seja bem sucedida, ou criar uma onda de choque com seus ataques físicos, aumentando a área do dano aplicado. Se quiser remover todos os elementos da interface para aumentar dano, vitalidade e técnicas dos personagens, você pode, assim como trocar a barra de experiência por uma melhoria. Tudo depende da decisão do jogador.



Automata não é uma obra livre de falhas. Ao explorar o mundo aberto, percebe-se que ele não é muito vasto, nem rico. Os visuais são muito simples, e a variedade de animais que compõem o mundo é escassa, porém, se essa decisão foi feita propositalmente para estabelecer um mundo que aparente não ter muito apelo a princípio, ou se foi uma decisão baseada em orçamento, não se sabe. Fazer Nier: Automata ser um mundo aberto foi a melhor decisão para que a história e as missões paralelas pudessem ser exploradas de forma completa. Dificilmente a análise das nuances dos sentimentos e comportamentos humanos poderia ser explorada e questionada caso o jogo tivesse um level design mais linear. O mundo aberto pode ser simplista, porém, existem áreas em específico que não só são bonitas, mas que são visualmente impressionantes, então os mapas não são inteiramente problemáticos.

O Veredito

Nier: Automata é um excelente jogo que explora suas temáticas de forma inteligente e brilhante, possui um sistema de combate amplo, divertido e customizável, além de possuir uma história emocionante e comovente, por mais que o mundo aberto seja básico. É uma ótima escolha para fãs de jogos hack'n'slash, para fãs de obras com história complexa, ou mesmo para quem procura uma montanha russa de emoções e ação. 




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