CRITICANDO | Johnny English 3.0 - Divertido mas datado - PREMIERE LINE

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

CRITICANDO | Johnny English 3.0 - Divertido mas datado


Alguns artistas ao longo dos tempos tiveram várias formas de fazer rir. O humor físico foi extremamente difundido pós Chaplin tendo nomes como Jerry Lewis, Roberto Bolaños, Jim Carrey e até mesmo Renato Aragão. Vindo dessa mesma escola temos Rowan Atkinson que ficou reconhecido mundialmente pelo personagem Mr. Bean, um mal humorado londrino que apesar de não falar transmitia toda a sua graça pelas expressões físicas. 


Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso.


O filme brinca consigo mesmo, sobre ser uma coisa ultrapassada para os dias de hoje e está certíssimo, se fosse qualquer outra história seria um desastre completo. Brincando com 007 (que é a espinha da série) e elementos do mundo moderno como Apple e jovens do Vale do Silício em uma trama que lembra muito Duro de Matar 4.0.


A parte boa é que os fãs da franquia vão encontrar um filme condizente com o primeiro e bem melhor que a segundo. Não tem absolutamente nada de inovador,mas não deixa de ser engraçado para quem curte. 


A parte técnica do filme é bem discreta, não ajudando e nem comprometendo a não ser quando se trata das tecnologias do filme, quando se chega nas telas super avançadas a coisa vira seriado Global. Não que isso comprometa o andamento da coisa, até porque o filme abraça a galhofa totalmente.


Um dos pecados do roteiro é não dar atenção devida a seus coadjuvantes, se sustentando apenas no talento de Rowan, que nos dá uma belíssima aula de dança em uma cena, porém algumas piadas ficam muito longas fazendo que com que seja engraçado se torne irritante.


Acho interessante quando uma figura já conhecida busca se manter no mercado, porém acho importante também que o artista busque a atualização. Gostaria muito que as novas gerações conhecessem esse tipo de humor, mas não apenas pela nostalgia.


Dirigido por David Kerr (No Offence) e no elenco Rowan Atinkson (Mr Bean), Emma Thompson (A Bela e a Fera), Olga Kurylenko (O Último Suspiro) entre outros o filme estréia dia 01 de novembro de 2018 no Brasil.


NOTA: 2.5/5

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