CRITICANDO | Robin Hood "A Origem" - Um tiro certo no sono - PREMIERE LINE

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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

CRITICANDO | Robin Hood "A Origem" - Um tiro certo no sono

Sabe aquela sensação de que você passou horas sentado em um lugar, que o tempo congelou e que tudo parece infinitamente mais bacana do que o está fazendo? Pois é, foi exatamente assim que eu me senti vendo esse filme.

Robin Hood retorna das Cruzadas para desbravar a Floresta de Sherwood, repleta de corrupção e maldade. Unindo-se a um bando de foras da lei, ele resolve o problema com suas próprias mãos para acertar as coisas

A tentativa de modernização do mito aqui é feita de uma forma bem puxada para o lado super heroico, quase uma origem Marvel/DC para a história. O problema aqui é que a história não tem cadência nenhuma.

Uma hora a história se acelera nos acontecimentos, fazendo com que namoros de amor eterno comecem e terminem em 5 minutos, treinamentos militares em uma cena, planejamentos e roubos durem 40 minutos. É uma falta de sincronia e concordância absurda o filme inteiro que faz com que as cenas realmente legais de se ver sejam cortadas abruptamente e cenas que são de diálogo expositivo, excesso de explicações e coisas chatas são arrastadas e penosas.

O diretor consegue fazer com que tudo seja na base do "Porque sim". Por que o padre ficou feliz em abandonar a batina mesmo já sabendo que a igreja tava fazendo mal ao povo? A porque sim. Por que queimam a casa do Robin sendo que a igreja precisava da terra para vender? Pra ficar bonito o cenário. E é isso o FILME TODO.

Além disso as atuações são o mínimo do esforço possível para se fazer algo bom. Ninguém se salva, Taron Egerton sendo apenas um timecasting (quando se coloca um ator para fazer um papel muito similar ao que ele já realizava) pelo papel de Kingsman. Jamie Foxx fazendo o esteriótipo do "inimigo do meu inimigo é meu amigo", a moça que faz par romântico fica limitada a ser bonita e reforçar discursos de liberdade dos seus respectivos namorados e não dela mesma e temos o Jamie Dorman, o bonitão de "50 Tons de Cinza" que realmente não consegue convencer como ator de forma alguma.

O filme não acrescenta a mitologia do personagem, a cenografia hora quer passar um ar medieval, hora acrescenta detalhes steam punk, as cenas de luta são apenas ok e pouca coisa aqui vai querer te fazer ficar acordado.

Dirigido por Otto Bathurst (Peaky Blinders) e no elenco Taron Egerton (Kingsman Serviço Secreto), Jamie Foxx (Django Livre), Jamie Dorman (50 Tons de Liberdade), Eve Hewson (Ponte dos Espiões), Tim Minchin (Californication) entre outros o filme estréia no dia 29 de Novembro de 2019.

NOTA: 1.5/5

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