Primeiras Impressões | Fallout 76 - PREMIERE LINE

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sábado, 17 de novembro de 2018

Primeiras Impressões | Fallout 76


Fallout 76, lançado em 14 de novembro, já está entre nós. Enquanto mergulhamos nas florestas, campos e cidades da região de Appalachia, em West Virginia, já temos algumas primeiras impressões.

Assim como no lançamento de Fallout 3, Fallout New Vegas e Fallout 4, temos um grande número de bugs, mesmo que a Bethesda tenha apelado aos jogadores que identificassem e relatassem os bugs durante a fase beta. Mas, surpreendentemente, não encontramos nenhum que comprometa a experiência de jogo. A impressão que fica é que a desenvolvedora apostou alto nesta sua primeira experiência em um jogo online de sobrevivência e acertou.
O início do jogo se dá de uma maneira bem tranquila, diferentemente de Fallout 4 que tem um início bastante desesperador. Sozinho no Vault 76, caminhamos em direção à saída, recebendo instruções e itens dos autômatos. As primeiras missões são bem fáceis, funcionando mais como tutoriais. Até chegarmos na missão "Investigue o aeroporto de Morgantown". Mas onde fica Morgantown? Sem encontrar nenhuma indicação, perambulei por horas até descobrir o local. Ou seja, temos que nos acostumar a explorar o mapa, que é imenso, cerca de quatro vezes maior que o mapa de Fallout 4.





Como um jogo online, temos os eventos, que aparecem na forma de um hexágono destacados no mapa. Podemos utilizar a viagem rápida para acessá-los, por uma pequena quantia em tampas, a moeda do jogo. Alguns eventos só podem ser acessados quando se está em um grupo com um determinado número de jogadores. Aliás, encontramos poucas pessoas durante a jogatina. Além de se juntar em grupos, podemos negociar itens ou entrar em combate com ou outros jogadores. O PvP somente é desbloqueado no nível 5, algo bem fácil e rápido se completarmos os objetivos, missões e eventos. Apesar de ser um jogo totalmente online, temos uma campanha principal.


Como quase todo jogo online, temos microtransações, mas apenas cosméticas. Para adquirir os itens temos que comprar os Atoms, uma moeda específica para as compras na loja online, ou acumulá-los ao cumprir determinados objetivos no jogo.
A luta pela sobrevivência está ainda mais presente, apesar de já ser um ponto importante nos jogos anteriores. Temos que comer, beber, observar os níveis de radiação no corpo e ambiente e evitar ou curar doenças.
O sistema de atributos S.P.E.C.I.A.L. (Strength, Perception, Endurance, Charisma, Intelligence, Agility, Luck) é um pouco diferente dos demais jogos da franquia. O personagem começa com apenas um ponto em cada atributo, recebendo um ponto a cada nível alcançado. Temos ainda as cartas, que funcionam como perks, recebidas após a evolução em certos níveis.


O sistema Vault-Tec Assisted Targeting System (V.A.T.S.) presente na franquia desde Fallout 3 teve que ser remodelado, não sendo mais possível reduzir a velocidade do tempo, por motivos óbvios. Este talvez seja o maior problema de Fallout 76, pois é difícil eliminar os inimigos que estão correndo ao seu encontro, e no corpo-a-corpo o combate beira o caos. Esse sistema funciona melhor como uma mira automática, podendo ajudar em determinadas ocasiões. Quem não se adaptar, pode apenas ignorá-lo e usar o velho e eficiente mirar e atirar.




No início não faz muito sentido utilizar as mecânicas de construção de bases através de um dispositivo C.A.M.P. (Construction and Assembly Mobile Platform), mas o sistema é bem intuitivo, assim como foi em Fallout 4. É possível construir edificações com armadilhas e armas de defesa.

Ainda comparando com o jogo anterior, os gráficos são bastante parecidos, tendo-se a impressão que a maioria dos assets foram reaproveitados. As principais diferenças residem nos, efeitos de luz e variação do clima e tempo, que são nitidamente superiores. O final de tarde é um espetáculo à parte.




A trilha sonora é muito muito boa, como nos jogos anteriores. Temos um aparelho de rádio que pode ser utilizado para sintonizar diversas estações de músicas clássicas ou inspiradas nos anos 50 e 60, além de outros sinais. Este rádio está embutido no Pip-Boy, um bracelete que ao mesmo tempo apresenta os menus e é uma espécie de assistente pessoal.





Os bugs mais relevantes encontrados durante esta curta jogatina foram: problemas de iluminação; corpos flutuando (mesmo assim, passíveis de interação); (des)inteligência artificial de alguns inimigos; desconexão repentina do servidor (apenas uma vez) e um atraso na apresentação das conquistas na Xbox Live. Nenhum desses comprometeram a experiência.



Ainda estamos no começo do jogo, mas a Bethesda fez um bom trabalho. O jogo é bastante divertido e a aposta em um jogo online de sobrevivência casa perfeitamente com o universo de Fallout.


O Premiere Line está jogando Fallout 76 em um Xbox One, com uma cópia digital da Edição Tricentenária cedida pela Bethesda. Em breve postaremos o review completo.

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