Especial | A História de Resident Evil - PREMIERE LINE

Especial | A História de Resident Evil

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Introdução

Resident Evil é com certeza umas das maiores franquias da história dos games, uma referência quando o assunto é Survival Horror. E um novo velho game da amada série chega em 25 de Janeiro de 2019, Resident Evil 2, totalmente remodelado, com gráficos atuais, mecânica revitalizada e a promessa de um game que vai remeter ao passado, mas bem diferente do original e vai fazer os fãs de terror sentirem calafrios e os fãs dos jogos sentirem orgulho(e medo) ao voltar a Raccon City.

A saga teve uma longa caminhada até aqui, cheio de altos e baixos e posso dizer que participei como consumidor de praticamente todo esse ciclo. Resident Evil fez parte da minha infância, sim tive uma boa e sem frescuras, foi o primeiro jogo que completei sem ajuda das revistas de passo-a-passo (pois é sou dessa época), e sem ajuda do famigerado Game Shark. Aquilo me marcou e desde então procurei e me encantei (nem sempre), pelos jogos da série e por todo o universo que o cerca. Se você, assim como eu, gosta não só dessa saga, mas de algumas outras de terror, vai gostar de saber mais sobre a história de seu criador e dessa franquia que é uma das mais famosas e conhecidas do mundo. Lembrando que o universo já se expandiu para Hollywood, animações e HQ’s.

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Antes falar do jogo gostaria de falar um pouco sobre a mente criativa por trás de tudo. Temos muitos autores e diretores consagrados na esfera do terror, entre eles Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft, que inclusive teve um de seus contos inspirando um game recente, John Carpenter, Sam Raimi, Alfred Hitchcock entre outros, mas muitos ignoram os mestres do terror quando o assunto é a forma mais interativa de entretenimento que existe, os Vídeo Games. Keiichiro Toyama(Silent Hill), Frédérick Raynal(Alone in the Dark), Sam Lake(Alan Wake), apenas para citar alguns, fizeram ou ainda fazem sucesso na indústria de games de terror, ou Survival Horror. E claro um dos mais conhecidos e que mais importa nessa matéria Shinji Mikami, criador de Resident Evil, The Evil Within, Dino Crisis entre tantos outros, e há título de curiosidade também Game Designer de Goof Troop, protagonizado por Pateta e Max, um dos co-op mais legais da história dos games.

O criador

Shinji Mikami nasceu em 11 de agosto de 1965, em Iwakuni no Japão. E segundo ele próprio, até no começo da faculdade não tinha o menor interesse no mundo dos games, para se ter ideia o primeiro que jogou foi apenas aos 20 anos, Appoooh, lançado pela Sega em 1984 para Arcades, a partir daí começou a jogar outras coisas e gostar desse universo.         

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Sua vida mudou quando fazia uma especialização em propaganda e foi convidado pela própria universidade a ir a uma festa de promoção da famosa Capcom. Foi e ficou encantado com aquela quantidade de jogos, conversou com produtores e decidiu que queria aquilo para sua vida. O começo foi difícil, ele entrou na empresa em 1989, sem saber quase nada de programação, mas sua mente criativa chamou a atenção da companhia e mesmo sem participação direta atuava como conselheiro de produção. O primeiro jogo em que participou foi Capcom Quiz: Hatena no Daiboken, lançado para Game Boy em 1990.

Depois de passar por mais games ajudando e aprendendo Mikami teve participação na produção do seu primeiro sucesso como criador, Alladin, lançado em 1993 para Super Nintendo e Mega Drive foi um sucesso de crítica e vendas e elevou seu patamar dentro da Capcom. No ano seguinte, trabalhou muito bem em mais um sucesso, Goof Troop e marcou assim seu nome como uma das mentes mais potenciais da empresa.


A Capcom tinha interesse em fazer o remake de um game de RPG e terror lançado em 1989, chamado Sweet Home. Fazendo sucesso dentro da empresa Mikami foi o escolhido para ser diretor de produção deste projeto. Ele se inspirou em vários filmes considerados de “terror B”, americanos e japoneses, para ter ideias de que caminho seguir na trama de seu novo jogo, ele já declarou abertamente que também se inspirou em Alone in the Dark, que havia sido lançado em 1992, aclamado ali como melhor jogo de terror da época. Depois de passar por algumas reformulações, de trama e gameplay, inclusive o na visão que era para ser em 1° pessoa, Shinji Mikami concluiu seu projeto, sempre apoiado e com liberdade dado pela Capcom, lançando em 1996 o primeiro Resident Evil.


Os Jogos

Chamado de BioHazard no Japão, o game teve um sucesso estrondoso logo de cara, as ideias inovadoras de Mikami, a trama envolvente do jogo pegou o publico de jeito e conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. A franquia já vendeu mais de 35 milhões de cópias de seus mais de 22 jogos, contanto os games da série principal, spin-offs, Remakes e até jogos para plataforma mobile.

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Podemos separar o estilo dos jogos da saga principal em basicamente três fases, o que vimos em Resident Evil 1, 2, 3, Code Veronica e Zero que focam na atmosfera de horror e se apega ao estilo Survival Horror, onde temos poucos recursos para nos ajudar a sobreviver e muitos puzzles que nos fazem ir e vir pelos mesmos lugares várias vezes, mas sempre deixando aquela sensação no ar de que algo vai acontecer, algum zumbi vai vir e te devorar. Depois temos Resident Evil 4, 5 e 6, trazendo elementos de shooter, muito mais recursos, principalmente munição, um pouco ou até muito menos terror e um estilo renovado à série. Finalmente Resident Evil 7, que mudou radicalmente mais uma vez, trouxe de volta a atmosfera de terror e a falta de recursos. Não há julgamentos aqui, temos qualidades e defeitos em todas as fases, fãs de todas, os que amam uma e odeiam as outras e aqueles que, assim como eu, tem uma preferida, mas não deixa de admirar, jogar e saber gostar ou não das diferenças entre elas, mas com respeito e uma mente mais aberta aos estilos adotados.


Nesse artigo vamos trazer um pouco sobre os games principais da saga, afinal são mais de 20 jogos e precisaríamos de um ano todo para nos aprofundar em cada jogo de RE, mas só temos uns 40 dias até o próximo lançamento e para relembrar o caminho percorrido de 1996 a 2019.



Primeira Fase

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Em toda a primeira fase nos deparamos com a mesma essência, o clima assustador, o ir e vir atrás de resolver todos os puzzles e a dificuldade em encontrar o que precisamos para sobreviver. Aqui nós iremos andar pelos mesmos cenários diversas vezes, abrindo dezenas de portas e descobrindo os segredos e acontecimentos do que se passou. Os jogos contam muito da história através de documentos, então para ter um entendimento completo de toda a trama é indispensável coletar e ler esses arquivos e estar bem atento às cutscenes.


Entre os primeiros jogos, os que tem maior variação de cenários são RE3 e Code Verenonica, no primeiro jogo lançado por Mikami nós passamos praticamente todo game em uma mansão e no segundo dentro da delegacia de Raccon City. Tudo o que acontece nesses jogos é causado pelo T-Vírus ou suas variações criado pela empresa Umbrella Corporation, e nós vamos jogar com os agentes especiais da S.T.A.R.S, no caso Chris Redifield e Jill Valentine, e com Leon Kennedy e Claire Redifield, irmã de Chris, que inicialmente não eram da agência especial mas de um jeito ou de outro acabam envolvidos com ela para deter a proliferação do vírus que está destruindo o mundo.



A pequena variação de cenários não atrapalha em nada o brilho dos jogos. Lugares estreitos, corredores, salas escuras e zumbis espalhados por todas as partes. A tensão é um fator constante e os sustos são recorrentes. Nos jogos podemos andar, correr, atirar parado; não andamos e atiramos ao mesmo tempo. Sempre tivemos gráficos atualizados pra época em que os jogos foram lançados. Como destaque de vilões temos Albert Wesker e os nossos perseguidores em RE2 e 3, o Tyrant e Nemesis, respectivamente, que nos incomodam e quase nos matam de susto durante toda nossa aventura. Ambos marcaram geração e são pontos altos desses jogos.



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Entre os fãs não existe uma definição entre o favorito dessa parte da franquia, cada um defende com fervor seu argumento para apontar um preferido. No Metacritic o mais bem avaliado entre eles é o primeiro jogo com nota 91, seguido por RE2 com 89, depois Code Veronica, 84, RE Zero com 83 e por fim RE3 que teve nota 79. Todos os games têm suas qualidades e defeitos, todos feitos com a supervisão de Shinji Mikami e independente de qual o seu favorito a essência do jogo é a mesma e o clima de terror impecável.


Segunda Fase

Lançado em 11 de janeiro de 2005, Resident Evil 4 chegou com novo motor gráfico, para uma nova geração de consoles, lançado originalmente para Game Cube e depois para o Playstation 2, mudando muito na franquia e no mundo dos games. A câmera colocada sobre o ombro de Leon, protagonista desse jogo¸ foi considerado revolucionário para época e até hoje é adotado por muitos jogos em terceira pessoa. Também podíamos mirar para onde quiséssemos com precisão, não apenas empunhar a arma em uma direção e esperar que o tiro saísse correto, agora miramos nas pernas, cabeça ou corpo dos infectados e dependendo da onde atiramos eles reagem de uma forma diferente.

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Mas para os fãs da serie a mudança mais impactante foi a da forma em como a história é contada, o clima em RE4 ainda é cercado de mistério e terror, mas não como nos primeiros jogos. Temos partes em ambientes muito abertos, durante o dia, inimigos muito mais velozes, já que aqui o vírus que os infectou é chamado de Las Plagas. Foram muitas mudanças e a maioria não esperada pelos fãs, o estilo Survival Horror está presente, mas em menor proporção, os elementos de shooter vieram com muita força e isso causou alguma estranheza. Mas o fato é que RE4 é um marco na indústria dos games, se tornando referencia para jogos até os dias atuais. Seu estilo de gameplay, câmera, jeito de mirar, reação dos inimigos aos tiros, trouxe uma nova perspectiva ao universo de games, não à toa tem a nota mais alta da série no Metacritic com 96.


Resident Evil 5 seguiu o mesmo estilo do antecessor, mas abandonando de vez o terror e abraçou os tiroteios. Chris volta a protagonizar o game que traz todo o seu gameplay durante o dia, com uma nova praga biológica que deixa os infectados violentos e muito velozes e agressivos, temos muita munição durante o game e mesmo jogando nos níveis mais difíceis você raramente vai ficar sem. A nota dada pelos fãs é uma das piores da serie, porém a critica especializada gostou do jogo, pelos seus belos gráficos para época, jogabilidade fluida e pela novidade trazida à série: a oportunidade de jogar toda a campanha em modo cooperativo, onde um dos jogadores assume o controle de Sheva Alomar, que vai acompanhar Chris durante a aventura mesmo no modo single. Para muitos fãs isso foi o que salvou o jogo de ser um desastre total, para o Metacritic o game valeu uma nota 86.

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Resident Evil 6 tentou agradar a todos os fãs, os do Survival Horror e do Shooter, mas as coisas acabaram não saindo tão bem quanto esperado. O game traz 3 campanhas, cada uma bem diferente da outra, ou com mais terror ou com mais ação, 6 protagonistas diferentes, dois para cada campanha, o que na visão da Capcom ia agradar todos. Mas RE6 teve uma avaliação ruim por parte dos jogadores, principalmente dos mais antigos, que esperavam mais terror. O jogo ficou com avaliação de 74 no Metacritic, a pior nota da saga principal. O gameplay trouxe novamente a opção de ser jogada em coop, o que agrada, Leon e Chris são personagens jogáveis e temos até a filha de Berry Burton, lá de RE1 nos ajudando, mas não foi suficiente para os sedentos fãs do game. Um detalhe importante é que aqui não tivemos a participação de Mikami.

Nova era


Residente Evil 7 trouxe uma história totalmente nova e sem os protagonistas dos jogos anteriores, uma visão em primeira pessoa, chocando muitos fãs, fazendo com que muitos sequer o testassem por conta disso e pela então impressão de que não tivesse nenhuma ligação com os games anteriores da série. O clima de terror volta a reinar em RE7, teremos novamente de ir e vir pelos mesmos lugares para encontrar e decifrar certos enigmas, destrancar portas e seguir em frente. A história do game é bem contada e misteriosa, os vilões bem trabalhados e a sensação de que está sendo perseguido é muito gratificante, para um jogo de terror é claro. As DLC´s nos explicam melhor o que aconteceu ali naquela casa e nos trazem um velho conhecido, mostrando que não temos apenas um jogo novo que está usando o nome da nossa amada série para se promover. RE7 levou uma nota 86 no Metacritc e, para aqueles que deram uma chance, uma nova esperança de que podemos ter a saga de volta como referência no assunto Survival Horror.

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Futuro

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E o que esperar de Resident Evil 2? À volta as origens do terror, pelos vídeos até aqui isso será elevado a um nível ainda não visto em Resident Evil, o que tem levado os fãs das antigas ao delírio e criado um hype enorme em torno do lançamento. Com suas prévias, parece que a Capcom pegou o que tinha de melhor em todos os seus jogos, inclusive de RE7, aperfeiçoou e vai trazer uma experiência única e imersiva, trazendo frio na espinha de qualquer um que se atrever a jogar. Assim, digamos que o novo RE2, se encaixa lá na primeira fase e espera ser um marco nessa nova era da franquia.

O jogo chega ao Xbox One, PS4 e PC em 25 de janeiro.



Fique ligado no Premiere Line para todas as novidades do jogo e para a nossa análise quando for lançado.

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