Review | The Umbrella Academy 1ª temporada - Heróis, família e relacionamentos disfuncionais - PREMIERE LINE

Review | The Umbrella Academy 1ª temporada - Heróis, família e relacionamentos disfuncionais

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No dia 15 de fevereiro estreou a primeira temporada de The Umbrella Academy, série baseada na graphic novel homônima da dupla Gerard Way (ex-vocalista da banda My Chemical Romance) e Gabriel Bá (quadrinista brasileiro responsável por Como Falar com Garotas em Festas, Daytripper e Casanova). A temporada adapta os dois volumes da série de quadrinhos.

Com um enredo bastante intimista, a série usa o material original apenas como base, mas aborda personagens que talvez não tivessem tanta importância nos quadrinhos, em desenvolvimento individual dos personagens, tanto coadjuvantes como os próprios protagonistas a série é incrível, no entanto, o conceito de adaptação é levado ao literal quando o absurdo é retirado da história. O humor tragicômico da série substitui todo absurdo que o material original tem, tornando-a uma produção mais pé no chão e realista voltada para um público mais maduro.

A fotografia e o figurino superam as expectativas de quem esperava algo tosco comparado ao que é visto nas páginas, o que casa perfeitamente com sua trilha sonora que climatiza a trama em uma criação de universo feita com perfeição.

Como adaptação, a história é perfeita. Um roteiro incrível e agradável, apesar de auto-explicativo em muitos momentos. A série usa o clichê de super-heróis como algo cômico e apenas como um detalhe na história, já que o foco é todo dado ao relacionamento dos protagonistas, tanto familiares como amorosos.

O fim da temporada deixa um gancho interessante se distanciando bastante do que já foi visto nas hqs o que abre diversas possibilidades de trama. No entanto, mesmo se a série não tiver uma segunda temporada, a mesma já cumpre seu objetivo e pode deixar um final auto-explicativo que poderia ser facilmente aceito como o fim da série, porém, não é isso que queremos não é?

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