CRITICANDO | Capitã Marvel - Talvez não o esperado, mas entrega o que promete - PREMIERE LINE

CRITICANDO | Capitã Marvel - Talvez não o esperado, mas entrega o que promete

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Antes de mais nada, alguns esclarecimentos para melhor aproveitamento dessa resenha: Eu sou Marvete desde criança. Fã boy mesmo. Os gibis foram companhia constante na infância e na adolescência. E isso muito provavelmente influa no texto que vc vai ler a seguir! Mas vamos ao trabalho!

Todos os filmes da atual fase da Marvel, que começou com Homem de Ferro e culmina com Vingadores: Ultimato, seguem uma estética "per se". Homem de Ferro é um filme de jornada pessoal, Thor é a apresentação de um reino e um príncipe tentando entender seu lugar no mundo, Homem Formiga é um filme de assalto e Capitão América é o longa de origem de super herói "padrão". Basta observar os outros e ter essa noção. Falo basicamente do esqueleto de cada história, não de como a trama se desenvolve dentro desse contexto.


Isto posto, falemos do filme da vez. Capitã Marvel. Aquela que nos foi prometido que vai chutar a bunda de Thanos e vingar os trágicos acontecimentos do último longa dos Vingadores (pun not intended). Vamulá!

A estética segue o que citei anteriormente. Um misto de filme de origem com busca por um lugar no grande esquema das coisas. Inicialmente somos apresentados a uma heroína em formação que faz parte de um esquadrão; cuja missão é defender um planeta e erradicar uma ameaça. Os Skrulls. Que sempre foram a carta na manga da Marvel quando precisavam de uma boa trama e vilões infiltrados. Mas deixemos os quadrinhos de lado e voltemos ao filme.

Quando finalmente Vers recebe sua primeira missão, tudo dá errado e ela acaba vindo parar no nosso querido planetinha azul. Nos anos 90! Vídeo locadoras, Jaquetas de couro, Rock baladas e a tecnologia "avó" da que usamos hoje (eu juro que ri quando lembrei do Alta Vista!). Seguida por Skrulls, interrogada pela S.H.I.E.L.D e sem entender porquê a Terra faz parte de suas memórias, a protagonista faz o que sabe melhor. Desce a porrada. (A cena contra a velhinha merece um premio da MTv). Muito acontece, uma aliança é formada e descobrimos que os vilões não eram bem vilões, os aliados também não e nem o gato, que merece sim a falação gerada, era o que parecia ser. Sendo destaque em cenas hilárias e aparecendo em momentos chave.

O destaque é para a interação entre Carol Denvers e Nick Fury, que nesse longa ainda não é Comandante da S.H.I.E.L.D, assim como o jovem Phil Coulson é apenas um recruta de baixa patente. As cenas com Maria Rambeau conseguem retratar uma amizade sem cair no clichê. As mulheres se respeitam, confiam em si e sabem das capacidades uma da outra sem necessidade de anunciar isso ao espectador.

Os efeitos especiais seguem o padrão de excelência dos outros longas da casa, com destaque para o rejuvenescimento de Samuel L Jackson e Clark Gregg. A direção de Anna Boden e Ryan Fleck é segura. Sabiam que história queriam contar e o fizeram muito bem.

O cameo de Stan Lee está lá, divertidíssimo, assim como a lindíssima homenagem no letreiro inicial do longa. Uma merecidíssima homenagem ao pai de quase todos esses heróis que amamos tanto.



O único ponto negativo, talvez tenha sido a personalidade jovial e brincalhona de Nick Fury. Bem diferente do sisudo e pragmático diretor da Superintendência Humana para Intervenção, Evasão, Logística e Dissuasão que conhecemos e amamos.

Enfim, talvez não seja a produção mais fina da Marvel, pois entrega menos ação desenfreada do que talvez o trailers prometiam. Mas o filme cumpre o que promete, entrega uma excelente história de amizade com um clima nostálgico (a ambientação nos anos 90 é delicada, mas firme e presente) e abre espaço para a heroína mais poderosa do universo. Que chegará nos anos 2000 sendo aquela de quem Thanos deveria ter se lembrado quando estalou os dedos.

Aguardemos mais alguns meses para a tão esperada conclusão da epopeia Marvel e para vermos a porrada comendo solta em um nível nunca visto.

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