Coluna do Coffey | Viver é melhor que sonhar, mas há pouco tempo para vencer - PREMIERE LINE

Coluna do Coffey | Viver é melhor que sonhar, mas há pouco tempo para vencer

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Sim. Eu assisto a Rede Globo. E também acho que o povo não é bobo. Mas por incrível que pareça, essa época de "vacas magras" é o melhor período para acompanhar séries, curta-metragens e outras experimentações da Vênus Platinada.

Hoje eu quero falar de dois filmes, que foram transformados em mini-séries, transmitidos em quatro dias e disponíveis no app da emissora.

A vida de Elis Regina foi retratada em "Elis - Viver é melhor que sonhar" e a de Éder Jofre na série "10 segundos para vencer".


Elis Regina. A Pimentinha. Um verdadeiro furacão, tanto no palco quanto na vida pessoal. A personalidade forte que influenciou nove entre dez (sempre quis dizer isso) cantoras (falo das BOAS, mas divago...) do Brasil é mostrada desde sua chegada ao Rio de Janeiro, onde é esnobada por Tom e Vinícius em uma audição, até o momento onde ela mesma interrompe sua trajetória pelo suícidio. Passamos pela amizade com Mielle e Jair Rodrigues, os casamentos, os shows memoráveis e as constantes brigas internas da cantora. Andreia Horta entrega uma Elis visceral, intensa e muito próxima (existe isso?) daquela gaúcha que conquistou o país. A série romantiza muito pouco e podemos sentir a euforia dos bons momentos e a espiral que levou Elis ao seu trágico e prematuro fim.

Por outro lado...


Em 10 segundos para vencer, onde se esperava uma espécie de "Rocky Balboa tupiniquim", nos é entregue a história de uma famíla. Uma família que passa dificuldades, sofre, mas não se desfaz. Eder Jofre (o maior boxeador que esse país já teve) se vê entre a possibilidade de ascender socialmente via "uma profissão digna" ou obter dinheiro rapidamente nos ringues. A escolha acaba sendo feita de forma forçada. Porque o sangue fala mais alto. 

Daniel Oliveira estudou muito para o papel, aprendeu a boxear e ficou em ótima forma. Mas quem realmente "leva nas costas" é Osmar Prado. O eterno Sergio Cabeleira (sim, eu sou velho) encarna Kid Jofre, pai de Eder, modelo e esteio da familia Jofre.




As cenas de luta são bem coreografadas e não decepcionam. O texto é bem feito e consegue ambientar o espectador tanto no período histórico quanto dentro do drama da família e do próprio Éder, que custa a encontrar seu lugar no mundo.

E agora vamos dar opinião porque de coluna isenta com dado técnico as Interwebs estáo cheias!

Um amigo publicitário me disse uma vez: TUDO o que passa na televisão tem um propósito. Eu não sei exatamente qual foi ao escolherem essas duas  obras para serem apresentadas juntas, mas uma coisa é nítida: A diferença de abordagem sobre como viver a vida.

Explico. Se em uma face temos Elis. Linda, formosa, bem sucedida. Lutadora sim, mas muito em parte com seus próprios demônios. Na outra temos um homem que veio de uma família pobre, conheceu a fome e a força que uma doença grave impõe sobre uma família. São dois ícones que escolheram enfrentar seus demônios de forma oposta. Se a Pimentinha infelizmente sucumbiu por motivos que jamais saberemos, o Galo de Ouro lutou, venceu, desistiu e voltou a lutar para encontrar a si mesmo. 





Em suma, eu recomendo que dêem todos uma chance aos dois programas e a essas duas visões de vida de personagens tão importantes da nossa história.



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